Um homem foi preso em flagrante por armazenar arquivos com cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes na manhã desta segunda-feira (21), em São José, na Grande Florianópolis. A prisão ocorreu durante a Operação Mariposa, realizada pelo CyberGAECO em apoio à investigação da 1ª Promotoria de Justiça do município.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão quando confirmaram que o investigado mantinha o material armazenado. Os dispositivos recolhidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia.
A apuração começou após o CyberGAECO identificar indícios de que o morador de São José teria baixado e guardado arquivos com esse conteúdo. Com base nas informações, a Promotoria instaurou um Procedimento Investigatório Criminal e solicitou à Justiça a autorização para as buscas.
A medida buscava reunir provas sobre os fatos e identificar a autoria dos crimes investigados. O procedimento está sob sigilo, e a divulgação de novos detalhes dependerá do andamento da investigação e da publicidade dos autos.
Com ações voltadas à América Latina, a Operação Mariposa é uma iniciativa da Child Rescue Coalition, organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologia gratuita para auxiliar autoridades na identificação de autores de crimes sexuais contra crianças e no resgate das vítimas.
As investigações contam com apoio da Interpol, da HSI Brasília, agência de investigações de segurança interna dos Estados Unidos, e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O órgão da ONU atua no enfrentamento às drogas ilícitas, ao crime organizado, à corrupção, ao terrorismo e às fraudes digitais.
Também participa do apoio a Tim Tebow Foundation, organização cristã sem fins lucrativos fundada em 2010 pelo ex-jogador de futebol americano Tim Tebow, voltada ao atendimento de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
Ao divulgar a operação, o MPSC alertou que o armazenamento, o compartilhamento e o consumo de material de abuso sexual infantojuvenil alimentam uma cadeia de violência com impactos permanentes para as vítimas. O órgão destacou a importância das denúncias, da proteção de crianças e adolescentes e da atuação contínua das instituições de segurança e Justiça.
Responsável pela ação, o CyberGAECO integra a estrutura do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e atua na identificação, prevenção e repressão de crimes em ambientes virtuais.
O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC, formada pelas polícias Civil, Militar e Penal, pela Receita Estadual e pelo Corpo de Bombeiros Militar, com atuação no combate às organizações criminosas.















