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Polícia entra na prefeitura atrás de servidores suspeitos de cobrar propina para liberar obras em SC

Conforme a Polícia Civil, a segunda fase da Operação Alvará cumpriu 10 mandados de busca em São José, Florianópolis e Palhoça. A polícia apura a atuação de cada servidor e particular investigado.

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Polícia entra na prefeitura atrás de servidores suspeitos de cobrar propina para liberar obras em SC
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta sexta-feira (6) a segunda fase da Operação Alvará, que investiga um possível esquema de corrupção na Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis. Servidores municipais e particulares são suspeitos de agir juntos para interferir na concessão de alvarás, na fiscalização de estabelecimentos e na liberação de obras embargadas, inclusive com possíveis pagamentos de propina.

Segundo a Polícia Civil, a ação foi conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR/DEIC) e mobilizou 30 policiais civis das delegacias especializadas da DEIC. Eles cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em São José, Florianópolis e Palhoça. A operação não teve mandado de prisão, e a polícia não divulgou nomes nem cargos dos investigados.

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Imagens da operação mostram uma viatura da DEIC estacionada em frente à Prefeitura de São José e policiais com coletes da delegacia no saguão do prédio, com documentos em mãos. Em uma das salas, agentes da Polícia Científica acompanharam o trabalho. Em outro endereço, uma policial analisou papéis sobre a mesa de uma casa.

Conforme a investigação, um dos investigados seria o principal articulador do esquema. Ele faria a ponte entre interesses privados e servidores de diferentes setores da prefeitura, em busca de informações privilegiadas, de processos mais rápidos e de decisões favoráveis a particulares.

A primeira fase da Operação Alvará foi deflagrada em fevereiro de 2025, com oito mandados de busca e apreensão em São José. Na época, a polícia apreendeu mais de R$ 11 mil em dinheiro. Segundo a investigação, os donos de um estabelecimento comercial pagaram a um homem que representaria um servidor da prefeitura para conseguir um alvará de construção.

Depois, os mesmos donos indicaram o caminho a um casal que construía um prédio na cidade. A obra do casal foi multada e embargada, e um intermediário pediu mais dinheiro para cancelar as multas e regularizar o empreendimento, de acordo com a Polícia Civil.

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Nesta segunda fase, o objetivo é esclarecer a atuação de cada investigado e reunir novas provas. O nome da operação faz referência às licenças de construção, documentos centrais no esquema investigado.

Durante as buscas, os policiais apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos. O material será enviado à Polícia Científica para extração de dados, e o conteúdo será analisado pela equipe de investigação. Os crimes investigados são corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, e a polícia não descarta identificar outros crimes no decorrer do caso. As investigações seguem com a DECOR/DEIC.

Leia também: Venda de alvarás e multas canceladas: polícia encontra mais de R$ 11 mil em operação contra corrupção em São José

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/operacao-alvara-ii-prefeitura-sao-jose-propina-obras

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