Febre rara avança em cidades de Santa Catarina e acende alerta
Três cidades de Santa Catarina, no Vale do Itajaí, confirmaram casos de Febre do Oropouche, doença transmitida pelo mosquito maruim. Luiz Alves, uma das cidades afetadas, declarou emergência devido à infestação do inseto.
Por Equipe Jornal Razão·7 mai 2024·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Três cidades em Santa Catarina confirmaram contaminações pela Febre do Oropouche, doença rara provocada principalmente pelo mosquito maruim. Dez pessoas foram infectadas.
Botuverá, Brusque e Luiz Alves, todas situadas no Vale do Itajaí, que confirmaram os casos da doença. Destas, Luiz Alves proclamou uma situação de emergência devido à intensa presença do mosquito maruim.
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As pessoas contaminadas pela doença estão distribuídas entre as três cidades, sendo a maior concentração de casos em Botuverá.
As autoridades de saúde do estado estão organizando ações de mapeamento e acompanhamento dos casos, focando em registrar os movimentos dos infectados, seus sintomas e condições gerais de saúde. No mês passado, não havia casos confirmados de infecção pelo vírus em Santa Catarina.
Além disso, há um esforço concentrado para coletar mosquitos para análise e para enviar amostras de sangue de outros pacientes para exames, visando um controle mais efetivo da situação.
Embora o vírus tenha sido identificado pela primeira vez no Brasil nos anos 1960, ele permaneceu predominantemente na região Norte até recentemente. Com a confirmação de casos autóctones em Santa Catarina, a doença demonstra potencial para se espalhar além de suas origens tradicionais. As contaminações não estão associadas a viagens das vítimas.
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As autoridades recomendam medidas preventivas, como a eliminação de água parada e o uso de repelentes, para mitigar o risco de infecção.
MEIOS DE INFECÇÃO E SINTOMAS
A Febre do Oropouche é comparável em sintomas à dengue e chikungunya, incluindo dores de cabeça e musculares, náuseas e diarreia.
Seu principal vetor é o mosquito maruim, que prefere ambientes úmidos e com matéria orgânica. Contudo, outros mosquitos como o Aedes serratus e o Culex quinquefasciatus também podem transmitir o vírus em áreas urbanas.
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A fêmea do mosquito é responsável pela transmissão do vírus através da picada. O período de incubação varia entre três e oito dias, e os sintomas duram de dois dias a uma semana, geralmente sem deixar sequelas.