O policial sabia que estava sendo picado. Sabia que a dor aumentava a cada segundo. Mesmo assim, não recuou.
Durante uma ocorrência de furto de caminhonetes em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, um policial militar levou cerca de 90 picadas de abelhas enquanto perseguia criminosos que haviam fugido para uma área de mata. As ferroadas atingiram principalmente rosto, olhos, pescoço e couro cabeludo.
A ocorrência começou após o rastreador de uma Toyota Hilux furtada indicar a localização do veículo. O dono ainda não tinha conhecimento do furto. Ao chegar ao ponto indicado, a guarnição visualizou os suspeitos, que imediatamente correram para o mato.
Durante a perseguição, os policiais foram atacados por um enxame de abelhas, situação que causou ferimentos intensos. Além das picadas, um dos policiais também sofreu lesões na perna e na mão esquerda, provocadas por espinhos e galhos durante a corrida em meio à vegetação fechada.
Mesmo ferido e com o corpo reagindo às picadas, eles não abandonaram a ação. Um dos membros da guarnição conseguiu retornar à viatura, se reorganizar e, junto com a equipe tática, voltou para a mata. Cerca de 500 metros adentro, os policiais localizaram e prenderam um dos criminosos.
Outro suspeito acabou sendo preso às margens da BR-101 por uma segunda guarnição da Polícia Militar, demonstrando a atuação coordenada das equipes. Um terceiro envolvido conseguiu fugir e segue sendo procurado.
Após a prisão dos suspeitos, os policiais feridos foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento de Balneário Piçarras, onde receberam medicação para conter as reações às picadas e tratar os ferimentos.
A ocorrência terminou com dois criminosos presos, veículos recuperados e um episódio que expôs, de forma clara, o nível de risco enfrentado diariamente pela Polícia Militar de Santa Catarina, que manteve a operação mesmo diante de uma situação extrema, dolorosa e fora de qualquer protocolo comum.















