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Blumenau vai ganhar o 2º Distrito de Inovação do Brasil, com praça aberta, casarões restaurados e nova orla

Projeto apresentado nesta terça-feira (27) prevê praça sem muros, restauração da Casa da Manteiga e da Casa Salinger e um novo Centro de Inovação na Itoupava Seca, com R$ 60 milhões do Estado

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Blumenau vai ganhar o 2º Distrito de Inovação do Brasil, com praça aberta, casarões restaurados e nova orla
Foto: Reprodução
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A Prefeitura de Blumenau apresentou nesta terça-feira (27) o projeto do Distrito de Inovação de Blumenau (DIB), que será o segundo do Brasil e o primeiro de Santa Catarina. O distrito vai ocupar 1,7 km² na Itoupava Seca, entre o campus da Furb e o Rio Itajaí-Açu, e junta uma praça aberta, casarões históricos restaurados e o CIB 2, o novo Centro de Inovação da cidade.

A execução das obras terá R$ 60 milhões do Governo do Estado. Os escritórios de arquitetura finalizam agora o detalhamento técnico do projeto, e a previsão da prefeitura é lançar a licitação em 2027.

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Seis escritórios desenharam juntos

O projeto foi desenhado em conjunto por seis escritórios de arquitetura de Blumenau: Alencar Arquitetura, Esquadro Projetos, MANNZ Arquitetos Associados, Osvaldo Segundo Arquitetos Associados, Stein Arquitetura e VOO Arquitetura e Engenharia. Representantes da universidade e das entidades da cidade também sentaram à mesa, e a soma das visões deu origem ao lema do distrito: “Construído junto”.

Quem pagou a elaboração do projeto foram empresas da cidade. Lideradas pela Acib e pela Blusoft, as entidades do ecossistema de tecnologia mobilizaram os empresários, que decidiram custear o trabalho dos arquitetos.

Vista aérea do Distrito de Inovação, às margens do Rio Itajaí-Açu (Imagem: Divulgação)

“Blumenau terá o segundo distrito de inovação do país. Isso vai transformar a cidade: vamos gerar empregos qualificados, atrair empresas e talentos e devolver à população uma área histórica, agora viva e aberta a todos”, afirmou o prefeito Egidio Ferrari.

Praça, casarões e um prédio com parque vertical

O coração do projeto é uma praça pública aberta, sem muros, pensada para funcionar de manhã à noite, com fonte, mesas ao ar livre e passagens por baixo dos prédios. Segundo a prefeitura, ela será o ponto de encontro entre a universidade, as empresas e os moradores.

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A praça aberta, sem muros, prevista no projeto (Imagem: Divulgação)

O patrimônio histórico entra no desenho. A Casa da Manteiga e a Casa Salinger serão restauradas e ganharão novos usos, ao lado da antiga Estação Ferroviária e do antigo porto fluvial.

O CIB 2, novo Centro de Inovação de Blumenau, será um prédio aberto e modular, com auditório, parque vertical, arquibancada verde e espaço para crescer junto com as empresas. Numa segunda etapa, o distrito chega até o rio, com parque, passarela e uma nova orla do Itajaí-Açu.

Praça fica fora dos R$ 60 milhões

A praça não está incluída nos R$ 60 milhões garantidos pelo Estado. Os arquitetos apresentaram a proposta como continuidade natural do projeto, e a prefeitura diz que vai buscar os recursos para essa etapa. Em setembro, quando assinou a parceria com o Instituto Gene para administrar o distrito pelos próximos cinco anos, a prefeitura apresentava a Praça da Inovação como o marco zero do distrito.

Construção histórica de tijolos preservada entre os novos prédios (Imagem: Divulgação)

“O investimento do Estado demonstra que o Distrito de Inovação é um projeto de Santa Catarina, e não apenas de Blumenau”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Walfredo Balistieri.

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Cidade é a 5ª do país em densidade de empresas de tecnologia

Blumenau é a quinta cidade do país em densidade de empresas de tecnologia, com mais de 150 startups e mais de 10 mil empregos diretos no setor, e concentra 12% das empresas de tecnologia de Santa Catarina. Polo industrial há 176 anos, a cidade é berço de empresas como Cia. Hering, Karsten, Altona, Teka e Cremer.

“Blumenau tem um dos ecossistemas de tecnologia mais fortes do país, e faltava um lugar à altura dele. O Distrito de Inovação vai aproximar startups, empresas consolidadas, universidade e pesquisa, e reter aqui os talentos que hoje formamos para o mundo”, disse o presidente da Blusoft, Cesar Griebeler. Para a presidente da Acib, Christiane Burger, o projeto mostra que, “quando o ecossistema se une, Blumenau sai do discurso e parte para a ação”.

Arquibancada entre os prédios no projeto do Distrito de Inovação (Imagem: Divulgação)

O próximo passo é a conclusão do detalhamento técnico pelos escritórios. Com ele pronto, a prefeitura prevê lançar a licitação das obras em 2027.

Passarela entre as árvores no projeto do distrito (Imagem: Divulgação)

Leia também: Blumenau terá o 2º Distrito de Inovação do Brasil, com R$ 60 milhões do Estado e gestão do Instituto Gene

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/economia/blumenau-distrito-de-inovacao-projeto-praca-casaroes-orla

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