Com a dívida pública em R$ 11,1 trilhões, o presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (5) que “ninguém vai querer vim fazer investimento numa economia totalmente desordenada”. A frase foi dita na primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, no Palácio do Planalto, em Brasília.
“Para a gente atrair, a gente vai ter que ter uma economia arrumada”, afirmou o presidente. “As pessoas querem saber se nós estamos falando sério.”
Lula governa o país desde janeiro de 2023. Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Em dezembro de 2022, último mês do governo anterior, o indicador estava em 71,7% do PIB.
No mesmo discurso, o presidente disse que nenhum investidor vai colocar dinheiro no Brasil “por causa dos belos cabelos do Lula e do Alckmin”, nem “pelo cabelo da Miriam”, em referência à ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que conduzia a reunião. “É por isso que nós temos que ter responsabilidade jurídica. É por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal”, disse.
Antes, Lula atacou as privatizações feitas por governos anteriores. “Nós temos certeza que se o país não é governado por gente séria, essas coisas são vendidas a preço de banana”, afirmou. O presidente citou a Vale e a Eletrobras e disse que “os governantes não tinham projeto de pátria, tinham projeto de conta bancária”.

No mesmo dia, Lula reuniu no Palácio da Alvorada ministros e economistas para discutir o ajuste nas contas públicas, entre eles os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Fernando Haddad e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O encontro terminou sem definição de medidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, vão preparar propostas para apresentar ao presidente depois da viagem dele à COP31.
Na reunião do conselho, o governo aprovou a lista de 27 minerais críticos e estratégicos que terão prioridade nos incentivos da nova política nacional, como terras raras, lítio, grafita e níquel.
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