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Moradores de Florianópolis têm até quinta para apontar onde alaga e onde o calor aperta em consulta do clima

Segundo a Prefeitura, as sugestões vão orientar a política municipal de mudanças climáticas, num momento em que a cidade já está sob influência do El Niño

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Arborização urbana ajuda a amenizar o calor e a preparar Florianópolis para as mudanças climáticas. Foto: Andy Puerari/PMF: Moradores de Florianópolis têm até quinta para apontar onde alaga e onde o calor aperta em consulta do clima
Arborização urbana ajuda a amenizar o calor e a preparar Florianópolis para as mudanças climáticas — Foto: Andy Puerari/PMF
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Os moradores de Florianópolis têm até esta quinta-feira (5) para ajudar a montar a política da cidade contra os efeitos das mudanças climáticas. A Prefeitura abriu uma consulta pública on-line em que qualquer pessoa pode apontar os problemas do próprio bairro, como locais que alagam e ruas muito quentes, e sugerir soluções.

A consulta é conduzida pela Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano e vai servir de base para a Política Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Segundo a Prefeitura, a ideia é criar diretrizes para preparar a cidade para eventos extremos, num momento em que o município já está sob influência do El Niño.

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Entram na discussão temas como áreas verdes, mobilidade, infraestrutura, recursos hídricos e construções sustentáveis. De acordo com a secretaria, o trabalho reúne diferentes setores da administração municipal, entidades e comunidades. A proposta é juntar o conhecimento técnico com o que os moradores sabem de cada região para identificar os pontos frágeis e definir prioridades.

A secretária Ivanna Tomasi afirma que a política deve orientar as decisões do município a médio e longo prazo e fazer com que o clima passe a pesar no desenvolvimento urbano. “A participação da população é essencial nesse processo, porque precisamos compreender as necessidades e prioridades de cada região”, disse.

A política vai trabalhar em duas frentes. A primeira é a mitigação, que tenta reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Entre as medidas possíveis estão mais áreas verdes, plantio de árvores nas ruas, incentivo a meios de transporte sustentáveis, construções mais eficientes e uso de energia renovável.

A segunda é a adaptação, que prepara a cidade para enfrentar chuva forte, alagamentos, ondas de calor, elevação do nível do mar e mudanças na oferta de água. O objetivo é proteger os moradores, os serviços essenciais e a infraestrutura.

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A gerente de inovação da Prefeitura, Cibele Assmann, explica que as duas frentes se completam, mas têm objetivos diferentes, e que caberá à política transformar as ideias em diretrizes, metas e estratégias de longo prazo. Ela usa as áreas verdes como exemplo: “Uma área verde, por exemplo, pode ajudar a amenizar as temperaturas e contribuir para a absorção da água da chuva”.

As respostas serão reunidas e analisadas pela equipe técnica da Prefeitura e podem ajudar a definir prioridades e ações. A consulta quer saber, entre outros pontos, quais problemas merecem mais atenção e onde uma intervenção traria mais benefício para a população.

O morador pode, por exemplo, sugerir áreas verdes em locais que costumam alagar, árvores em ruas com temperatura alta ou alternativas sustentáveis de deslocamento. Também pode apontar áreas vulneráveis e propor melhorias de acordo com a realidade do bairro.

O formulário fica disponível até quinta-feira (5) no link bit.ly/consultamudancasclimaticas e leva cerca de dez minutos para ser preenchido.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/meio-ambiente/consulta-mudancas-climaticas-florianopolis

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