O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16), em entrevista ao vivo na TV Globo, que “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”. A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo depois do Jornal Nacional.
A emissora entrevista nesta semana os dois candidatos que disputam o segundo turno. O presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi entrevistado na quinta-feira (15). A entrevista de Flávio teve 40 minutos, divididos em dois blocos, e as considerações finais do candidato.
Na primeira pergunta, Renata lembrou que o governo gasta com juros da dívida pública quase o dobro do que gasta com saúde e educação somadas e fez três perguntas diretas sobre as propostas de ajuste fiscal atribuídas à equipe econômica do candidato. Flávio respondeu que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação, que não vai desvincular o reajuste das aposentadorias do reajuste do mínimo e que não pretende mudar a Constituição para eliminar os pisos de gastos com saúde e educação.
Em seguida, o candidato disse que circulam “muitas fake news” e acusou o adversário de promover “um verdadeiro terrorismo em cima de servidores públicos, em cima de estatais”, com a versão de que ele acabaria com aposentadorias e privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras. Em tom irônico, completou que dizem até que ele “acabaria com a luz do sol” e com “os direitos dos alienígenas”.
“E eu tô concorrendo à eleição pra presidente da República, que é coisa muito séria, Renata. E o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula. Ele, hoje, é o maior problema pra esse desencontro de contas”, afirmou Flávio.
Na sequência, o candidato citou o Boletim Focus de outubro de 2022, que, segundo ele, projetava juros de cerca de 7% para este momento, e comparou com a taxa atual, de 14%. Renata insistiu em como fechar um ajuste de R$ 200 bilhões sem mexer nas grandes despesas. Flávio citou o corte de ao menos dez ministérios, o combate à corrupção nas estatais, a venda de imóveis da União por meio de um fundo, a securitização de dívidas a receber e os royalties da exploração de petróleo na Margem Equatorial. A jornalista lembrou que, segundo a própria Petrobras, a exploração na região não deve começar antes de 2033.
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