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Brasil deve R$ 11,1 trilhões, mas Lula garante ter uma “tese econômica” e não vai mudar de rumo

Em entrevista na TV Globo, o presidente disse que diverge de muitos economistas, defendeu ter dívida para obras como ferrovias e portos e afirmou que propõe “não cortar dinheiro dos pobres”

Brasil deve R$ 11,1 trilhões, mas Lula garante ter uma “tese econômica” e não vai mudar de rumo
Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu em entrevista na TV Globo nesta quinta-feira (15) a sua linha para a economia diante do crescimento da dívida pública. Questionado pela jornalista Renata Lo Prete, ele disse que diverge de muitos economistas porque tem “uma tese econômica”.

Renata lembrou que a dívida pública cresceu dez pontos percentuais no governo dele e que boa parte dos economistas considera a trajetória da dívida insustentável. Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, o equivalente a 82,9% do PIB.

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“E você acha que eu não tô preocupado?”, reagiu Lula. “Eu criei uma família com cinco filhos, eu sei o que que é dívida”, disse o presidente, que completou que, se o país perder o controle do orçamento, “a coisa quebra e vai quebrar do lado mais pobre”.

Quando Renata perguntou se ele cogita tratar a questão de outra maneira caso seja reeleito, Lula respondeu: “Eu tenho divergência de muitos economistas, porque eu tenho uma tese econômica. A minha tese é o seguinte: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza. E pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”. Ele citou o microcrédito, o MEI e o pequeno empreendedor, disse que “cansei de brigar com o Guido Mantega e com o Meirelles” e lembrou que “tinha acabado com a fome em 2014”, mas que, quando voltou, havia 33 milhões de pessoas passando fome outra vez.

O presidente disse ainda que não quer que a dívida cresça, mas que, para construir um ativo produtivo para o país, como uma ferrovia, uma hidrelétrica ou um porto, “é importante que você até tenha uma dívida”. Ao encerrar o tema, Renata resumiu: “O senhor não tá propondo uma correção de rumo, o senhor tá propondo em seguir com a sua linha”. Lula rebateu: “Eu tô propondo não gastar, não cortar dinheiro dos pobres”.

A entrevista foi ao ar no mesmo dia em que o Datafolha divulgou pesquisa do segundo turno com Flávio Bolsonaro com 47% e Lula com 45%, em empate técnico. A votação do segundo turno é no dia 25 de outubro.

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© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/lula-globo-divida-tese-economica

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