Flávio Bolsonaro (PL) soma 27.874 votos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 10.929, nos 12 países e territórios da Ásia e da Oceania onde a votação para presidente já terminou neste domingo (4). O levantamento é do Jornal Razão, feito com os 166 boletins de urna dessas localidades disponíveis no portal de resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 9h45, pelo horário de Brasília.
Em votos válidos, Flávio tem 62,6% e Lula, 24,5%. A diferença entre os dois é de 16.945 votos. Não é a totalização oficial: o TSE só começa a divulgar o resultado para presidente, incluindo o exterior, às 17h de Brasília.
O número é puxado pelo Japão. De cada quatro votos válidos contados até agora no exterior, três saíram das urnas japonesas, onde Flávio recebeu 24.601 votos (71,7%) e Lula, 5.234 (15,3%). Sem o Japão, o quadro se inverte: nos outros 11 países, Lula tem 5.695 votos (55,7%) e Flávio, 3.273 (32%).
Seis países para cada lado
No placar por país, há empate. Lula ficou à frente em seis: Austrália, China, Singapura, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Malásia. Flávio venceu em outros seis: Japão, Taiwan, Tailândia, Filipinas, Índia e Indonésia.
| País | Flávio Bolsonaro (PL) | Lula (PT) | Votos válidos |
|---|---|---|---|
| Japão | 24.601 (71,7%) | 5.234 (15,3%) | 34.318 |
| Austrália | 2.579 (31,7%) | 4.562 (56,1%) | 8.130 |
| China (com Hong Kong) | 203 (31,1%) | 367 (56,3%) | 652 |
| Singapura | 92 (26,4%) | 190 (54,6%) | 348 |
| Nova Zelândia | 64 (19,3%) | 234 (70,5%) | 332 |
| Taiwan | 107 (48,9%) | 77 (35,2%) | 219 |
| Coreia do Sul | 72 (33,3%) | 123 (56,9%) | 216 |
| Tailândia | 51 (51,5%) | 40 (40,4%) | 99 |
| Malásia | 27 (32,9%) | 44 (53,7%) | 82 |
| Filipinas | 33 (53,2%) | 26 (41,9%) | 62 |
| Índia | 26 (52,0%) | 24 (48,0%) | 50 |
| Indonésia | 19 (61,3%) | 8 (25,8%) | 31 |
| Total | 27.874 (62,6%) | 10.929 (24,5%) | 44.539 |
Na Austrália, segundo maior colégio entre os que já fecharam, Lula teve 4.562 votos (56,1%), contra 2.579 de Flávio (31,7%), nas 29 seções de Sydney e Camberra. Na Nova Zelândia, o presidente chegou a 70,5% dos válidos. Na China, a soma de Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong dá 367 a 203 para Lula, mas em Hong Kong, sozinha, Flávio venceu por 105 a 99.
A disputa mais apertada foi na Índia. Na seção de Nova Délhi, Flávio teve 26 votos e Lula, 24. Nenhum outro candidato foi votado ali, e não houve branco nem nulo.
Os outros candidatos
Atrás dos dois primeiros aparecem Augusto Cury (Avante), com 1.900 votos (4,3%), Renan Santos (Missão), com 1.609 (3,6%), Ronaldo Caiado (PSD), com 752 (1,7%), e Romeu Zema (Novo), com 542 (1,2%). Os outros sete candidatos somam 933 votos.
Ao todo, 47.211 eleitores compareceram às 166 seções, de 116.846 aptos a votar nessas 18 cidades. A participação ficou em 40,4%. Os boletins registram 1.604 votos em branco e 1.068 nulos, o que deixa 44.539 votos válidos.
O que ainda falta
A soma cobre uma parte pequena do eleitorado de fora do país. Os 116.846 eleitores dessas localidades são 12,7% dos 918.876 brasileiros aptos a votar no exterior, segundo o TSE. Os maiores colégios ainda estão votando ou nem abriram: Lisboa tem 103 seções, Boston tem 69, Porto tem 62, Nova York tem 53, Miami tem 51 e Londres, 48.
No exterior, a votação segue o horário de cada lugar, e por isso a Ásia e a Oceania terminam primeiro. Encerrada a votação, cada urna emite o boletim de urna, documento público que registra os votos daquela seção. A soma dos boletins não substitui a totalização, que junta todas as seções nos sistemas da Justiça Eleitoral e é feita pelo TSE. Quem vota fora do país escolhe apenas presidente e vice.
No Brasil, a votação vai até as 17h, pelo horário de Brasília. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de mais da metade dos votos válidos em todo o país. Se ninguém alcançar esse patamar, os dois mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro.
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