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Eleições 2026

PL elege maior bancada do Congresso, mas não tem sozinho os votos para afastar Moraes

Partido de Flávio Bolsonaro chega a 29 senadores e 121 deputados; impeachment de ministro do STF exige 54 votos no Senado, e a eleição para presidente será decidida no segundo turno contra Lula

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PL elege maior bancada do Congresso, mas não tem sozinho os votos para afastar Moraes
Foto: Reprodução
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O Brasil vai ao segundo turno para presidente, mas o Congresso que tomará posse em 2027 já tem dono da maior bancada. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, sai das urnas deste domingo (4) como a maior força do Senado e da Câmara dos Deputados, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados às 21h33.

Com 99,41% das seções apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) tem 47,15% dos votos válidos (55,9 milhões) e Lula (PT) tem 45,02% (53,4 milhões). Como nenhum dos dois passa da metade dos votos válidos, a disputa será decidida em 25 de outubro.

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Senado: PL chega a 29 das 81 cadeiras

Das 54 vagas de senador em disputa neste ano, candidatos do PL estão eleitos ou na zona de eleição em 20. O partido leva as duas vagas em Santa Catarina (Carol De Toni e Carlos Bolsonaro), no Distrito Federal (Michelle Bolsonaro e Bia Kicis), no Rio de Janeiro, em Mato Grosso do Sul e em Rondônia.

Somados aos nove senadores do PL que têm mandato até 2031, o partido chega a 29 cadeiras. Uma delas ainda está em aberto: no Pará, Delegado Éder Mauro (PL) está 2.015 votos à frente de Chicão (União), com 193 seções por apurar. Se perder a vaga, o PL fica com 28.

O PT vem em segundo lugar, com nove senadores: seis eleitos ou na zona de eleição neste domingo e três com mandato em curso. Depois aparecem MDB (8), PP (6), Republicanos (6), PSD (5), PSB (4), União Brasil (4), Novo (3), PSDB (2), Podemos (2), PDT (1) e Rede (1), além de um senador sem partido.

A conta pode mudar em duas cadeiras. Os senadores Sergio Moro (PL), que lidera a disputa pelo governo do Paraná com 50,10%, e Cleitinho (Republicanos), que tem 55,39% para o governo de Minas Gerais, deixam o Senado se confirmarem a eleição, e as vagas passam aos suplentes.

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Câmara: 121 deputados para o PL

Na Câmara, a distribuição parcial de vagas informada pelo TSE dá 121 das 513 cadeiras ao PL. Em 2022, o partido tinha eleito 99 deputados. A federação de PT, PCdoB e PV fica com 88 vagas, 70 delas do PT, e a federação de União Brasil e PP, com 87.

Em seguida vêm PSD (44), Republicanos (40), MDB (36), Podemos (27), PSOL/Rede (15), PSB (15), PSDB/Cidadania (11) e Novo (10). O número de cada partido ainda pode variar em uma ou duas vagas até o fim da apuração, porque as últimas cadeiras de cada estado são definidas pelas sobras.

O que cada um teria no Congresso

Se vencer o segundo turno, Flávio Bolsonaro começa o governo com a maior bancada das duas Casas, mas sem maioria própria: faltariam 136 deputados para os 257 da maioria da Câmara e 12 senadores para os 41 da maioria do Senado. Para aprovar emenda à Constituição são necessários 308 deputados e 49 senadores.

Se o eleito for Lula, o PT parte de nove senadores e de 88 deputados da federação, e teria de negociar com MDB, PSD, PSB e os partidos de centro para formar maioria, diante de uma oposição com a maior bancada das duas Casas.

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Moraes está em risco?

O Senado é a Casa que julga ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de responsabilidade. Pela Constituição, a condenação exige dois terços dos senadores, ou 54 votos. Os números deste domingo mostram que o PL não chega perto disso sozinho: com 29 senadores, faltariam 25.

Mesmo somando o Novo, que elege três senadores, o bloco ficaria em 32. Se todos os senadores de Republicanos, PP, União Brasil, Podemos e PSDB votassem junto, a soma iria a 52, ainda duas cadeiras abaixo do necessário. E esses partidos não costumam votar em bloco.

Há ainda uma barreira anterior. Em dezembro de 2025, uma decisão liminar do ministro Gilmar Mendes elevou de maioria simples para dois terços o quórum exigido já na abertura do processo contra ministro do STF. Além disso, cabe ao presidente do Senado decidir se um pedido de impeachment anda ou vai para a gaveta. Nenhum dos pedidos apresentados contra Alexandre de Moraes nos últimos anos avançou.

É nesse ponto que o resultado deste domingo pesa. A nova Mesa do Senado será eleita pelos próprios senadores em fevereiro de 2027, e o PL chegará à disputa como a maior bancada da Casa.

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A apuração completa pode ser acompanhada em jornalrazao.com/eleicoes. Os números são parciais e serão confirmados com a totalização de 100% das seções pelo TSE.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/pl-maior-bancada-congresso-senado-camara-impeachment-moraes-votos

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