Uma moradora de Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina, descobriu que a bebê que esperava estava havia 30 dias sem batimento cardíaco dentro da barriga. A mãe diz que o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, não fez um ultrassom quando ela chegou à unidade com sangramento, e acusa o hospital de negligência.
O relato foi feito em entrevista ao repórter do Marisco News, na casa da família, em Penha. Segundo a mãe, o sangramento começou na noite de domingo. Como nunca tinha sangrado na gestação do primeiro filho, ela achou estranho e foi com o marido ao Marieta, como o posto de saúde orientava durante o pré-natal.
A família chegou ao hospital por volta da meia-noite e esperou cerca de três horas para ser atendida. Segundo a mãe, a consulta não durou cinco minutos. A médica fez o exame de toque, disse que não havia sangramento ativo e liberou a gestante com uma receita de progesterona.
A mãe conta que pediu para ouvir os batimentos da bebê com o aparelho colocado sobre a barriga e, depois, um ultrassom. Segundo ela, a médica respondeu que o hospital não tinha o aparelho e que o ultrassom não era feito à noite nem no fim de semana. “A ultrassom tava do lado”, disse a mãe, ao lembrar que a sala tinha o equipamento necessário.

A família voltou para casa por volta das 4h, com a gestante ainda sangrando. Na segunda-feira, ela procurou a maternidade de São Francisco do Sul. O médico tentou fazer um ultrassom, mas o equipamento não ajudou, e ele encaminhou a família a um hospital particular de Joinville, com mais recursos.
Foi em Joinville que a mãe recebeu a notícia: a bebê estava havia 30 dias sem batimento. “Acho que poderia ter poupado o sofrimento já no domingo, se tivesse feito a ultrassom”, afirmou.
Ainda com esperança de que o resultado estivesse errado, ela fez um novo exame na clínica onde tinha feito o primeiro ultrassom da bebê, e o segundo laudo confirmou a perda. Depois disso, a família voltou ao Marieta. Segundo a mãe, o hospital queria que ela esperasse mais 30 dias para que o bebê fosse expelido naturalmente. “Só que não é eles que, quando vai no banheiro, veja ali o sangramento”, disse.
A família já se preparava para a chegada da pequena Maria Alice. O quarto tinha acabado de ser pintado, as roupas estavam compradas e o filho do casal, de 2 anos, já ouvia os pais falarem da “maninha que tá na barriga”. Questionada se houve negligência, a mãe respondeu que sim e disse que quer justiça.
No vídeo, o repórter pede que o Hospital Marieta chame a família com urgência para amenizar a dor da mãe. O Jornal Razão deixa o espaço aberto para o hospital se manifestar.
Fonte: Marisco News.
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