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Agricultor de 74 anos diz ter desarmado e matado idoso de 72 após ser baleado na mão em SC

Conforme a Polícia Militar, o homem de 72 anos teria disparado primeiro e atingido a mão do agricultor, que tomou o revólver e revidou com quatro tiros em Palma Sola. A Polícia Civil apura a dinâmica e a motivação do caso.

Agricultor de 74 anos diz ter desarmado e matado idoso de 72 após ser baleado na mão em SC
Foto: Reprodução
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A camionete ainda estava ligada e engatada em marcha à ré, e havia descido sozinha cerca de dois metros, quando a guarnição chegou à propriedade rural na comunidade de Santa Rita, no interior de Palma Sola, no Extremo Oeste catarinense. Ao lado do veículo, um revólver calibre .38 estava caído no chão, com o cano voltado para a camionete. A poucos passos dali, um homem de 72 anos já não respirava. Um dos disparos havia atingido o crânio.

A ocorrência foi atendida por volta das 15h desta quarta-feira (5) por uma guarnição do 36º Batalhão de Polícia Militar. Quando os militares chegaram, o Corpo de Bombeiros Militar já prestava o atendimento inicial a um agricultor de 74 anos, dono da propriedade, ferido na mão. Sentado em um banco do lado de fora da casa, foi ele mesmo quem confirmou aos policiais que havia efetuado os disparos.

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O que ele contou à polícia

Conforme o relato do agricultor à Polícia Militar, o homem de 72 anos chegou à propriedade, deu ré na camionete e o chamou para se aproximar do veículo. “Quando chegou perto, ele sacou o revólver e já disparou uma vez que acertou na minha mão”, disse. Ainda segundo a versão apresentada, foi depois de ser atingido que ele tomou a arma e fez quatro disparos contra o outro homem, que morreu ali mesmo. Em seguida, largou o revólver no chão.

O filho do agricultor estava na estrebaria quando ouviu os tiros. Ele contou aos policiais que não soube precisar quantos disparos escutou e que, ao chegar à área da residência, encontrou o pai caminhando por perto. Foi o pai quem lhe contou o que havia acontecido. O filho então ligou para familiares que estavam na cidade, e foram eles que acionaram a polícia.

A motivação apontada nos relatos é uma dívida antiga. Segundo um morador da propriedade, o homem morto costumava ir até a casa para cobrar valores referentes a silagem. Esse morador não presenciou o confronto: havia saído para levar um conhecido ao posto de saúde e só chegou depois que tudo já tinha acontecido.

Depois de ouvir os envolvidos, os policiais deram voz de prisão ao agricultor. O revólver calibre .38 foi mantido exatamente onde estava, no chão ao lado da camionete, e não foi removido até a chegada da perícia. O veículo, que seguia ligado e em marcha à ré, foi desligado apenas por questão de segurança, para evitar que continuasse descendo o terreno.

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Rifle embaixo do colchão

Com autorização do agricultor, a guarnição fez buscas dentro da residência. Ele informou primeiro que não havia arma na casa e, na sequência, indicou um rifle calibre .22 com registro vencido guardado em um dos quartos. A arma pertence ao filho e foi localizada embaixo de um colchão, sem munição. Conforme os relatos colhidos no local, o rifle costumava ficar pendurado em pé no quarto.

Ainda durante as diligências, os policiais encontraram um projétil sobre um lençol, em outro quarto da casa. O item foi deixado no lugar para exame.

Todo o entorno da residência foi isolado até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica, responsáveis pelos trabalhos periciais. Concluídas as diligências no local, os envolvidos foram levados à delegacia da Polícia Civil em Palma Sola.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como homicídio e lesão corporal, com autoria identificada. Cabe agora à Polícia Civil apurar a dinâmica completa dos disparos e a motivação do confronto, incluindo a versão de que o primeiro tiro partiu do homem que morreu. O caso segue sob investigação.

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