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Aluna flagra homem espiando por baixo da cabine do banheiro e ele sai livre de universidade em Joinville

Caso foi na tarde de quarta-feira (7), no campus Bom Retiro da Univille. Estudantes dizem que o vigilante liberou o homem; universidade afirma que apura a conduta da segurança e nega câmeras quebradas

Aluna flagra homem espiando por baixo da cabine do banheiro e ele sai livre de universidade em Joinville
Foto: Reprodução
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Uma aluna de Medicina da Univille flagrou um homem espiando por baixo da cabine enquanto ela usava o banheiro feminino do campus Bom Retiro, em Joinville, na tarde de quarta-feira (7). Colegas cercaram o suspeito e o levaram até a segurança da universidade, mas ele deixou o campus antes da chegada da Polícia Militar e ainda não foi identificado.

O caso veio a público em uma nota de repúdio publicada na noite de quarta pela turma 38 de Medicina, em conjunto com outras turmas do curso. Segundo o texto, o fato ocorreu por volta das 15h50, no banheiro feminino do Bloco A, no segundo andar, ao lado da sala A-205.

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Os estudantes relatam que, perto do mesmo horário, outras alunas já tinham notado uma pessoa “inquieta”, que permanecia muito tempo dentro de uma das cabines. Depois do flagrante, alunos do curso interceptaram o homem e o entregaram ao segurança. De acordo com a nota, o vigilante “o deixou escapar com a justificativa de que ele ‘estava no banheiro errado'”. As cenas do vídeo abaixo são uma simulação, com imagens geradas por inteligência artificial.

“Não é a primeira vez que isso acontece dentro da faculdade”, afirmam os alunos. “É inadmissível que as alunas tenham esse nível de falta de segurança, a ponto de termos medo de ir ao banheiro ou de transitar pelo campus.”

A turma aponta três falhas: qualquer pessoa entra e sai do campus sem controle, a câmera em frente ao banheiro estaria quebrada e a equipe de segurança não teria preparo. Os estudantes pedem câmeras funcionando na entrada de todos os banheiros femininos e dizem que reúnem relatos de outros casos para anexar a um boletim de ocorrência. A nota termina com um aviso: “Meninas, fiquem sempre atentas ao irem ao banheiro.”

O que diz a Univille

Em nota divulgada nesta quinta-feira (8), a Univille manifestou solidariedade à estudante e disse repudiar “veementemente qualquer forma de assédio, importunação sexual, violência, constrangimento ou violação da dignidade, da privacidade e da integridade das pessoas em seus espaços”.

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A universidade confirma que o homem foi abordado por estudantes e levado à guarita principal, e que ele deixou o local antes da chegada da Polícia Militar. A instituição informa que determinou a apuração dos procedimentos adotados pela equipe de segurança, “inclusive quanto às circunstâncias que permitiram a saída do indivíduo do campus”, e que levanta informações e registros para ajudar na identificação dele.

Segundo a nota, a aluna foi atendida pela Central de Relacionamento ao Estudante, com escuta, orientação e acompanhamento psicossocial. A Univille afirma que o campus tem vigilantes 24 horas, rondas e monitoramento, que amplia o sistema de câmeras em pontos de maior risco e que vai colaborar com eventual investigação.

Ao portal Chuville Notícias, em reportagem de Fagner Ramos, a universidade negou que haja câmeras quebradas, disse ter mais de 200 equipamentos em funcionamento e afirmou desconhecer outros casos de assédio no campus. As imagens, segundo a instituição, serão entregues às autoridades mediante pedido formal. A íntegra da nota foi publicada pelo ND Mais, em reportagem de Yasmin Rech.

Nos comentários, mais queixas sobre a segurança

A publicação dos alunos passou de 5,8 mil curtidas e 280 comentários em menos de um dia. O Jornal Razão leu os comentários mais curtidos. A maioria cobra a universidade pelo controle de quem entra no campus e pelo valor da mensalidade, que no curso de Medicina passa de R$ 10 mil, segundo o Chuville Notícias. O mais curtido, com mais de 300 reações, diz: “Para aumentar a mensalidade são super rápidos, quero ver para melhorar a segurança”.

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Há também relatos de outros episódios, que não foram confirmados pela universidade nem pela polícia. Uma pessoa afirma que houve “um caso idêntico de assédio” no ano passado e que, no mesmo período, um funcionário do setor de informática precisou conter um homem que saía com peças de computador na mochila. Uma estudante diz que está há quatro anos na instituição e que “em todos os anos” ouviu relatos do mesmo tipo. Outra pessoa escreve que ouviu de funcionárias relatos sobre a mesma situação. Uma ex-aluna conta que foi perseguida por um homem dentro do campus, em um sábado à tarde, até ser socorrida pela turma.

Mães de alunas também se manifestaram. “Sinto minha filha e todas as alunas totalmente desprotegidas”, escreveu uma delas. Vários comentários questionam a versão do banheiro errado: “Quem entra no banheiro e coloca o rosto por debaixo da cabine?”.

Em resposta à turma, um comentário informa que a coordenação de Medicina e a Univille “já estão tomando providências” e que os alunos serão comunicados.

Importunação sexual é crime

A Univille tratou o caso como importunação sexual, crime previsto no artigo 215-A do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão. Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre prisão ou identificação do suspeito.

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Fontes: reportagem de Yasmin Rech, no ND Mais e reportagem de Fagner Ramos, no Chuville Notícias.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/aluna-flagra-homem-espiando-cabine-banheiro-universidade-joinville

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