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“Arrancaram a cabeça e o coração”: presos se irritam com castigo coletivo e matam colega de cela em SC

Crime ocorreu dentro da cela após punição coletiva aplicada aos detentos

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“Arrancaram a cabeça e o coração”: presos se irritam com castigo coletivo e matam colega de cela em SC
Foto: Reprodução
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O Tribunal do Júri condenou dois detentos pelo assassinato de um colega de cela dentro do presídio de Lages, na Serra catarinense. O crime ocorreu na noite de 5 de outubro de 2023 e voltou ao centro das atenções após a sentença confirmada nesta quinta-feira (19).

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a vítima foi atacada dentro da própria cela. Conforme a denúncia apresentada à Justiça, o homem ajudava um dos réus a cortar o cabelo quando foi surpreendida. Um dos acusados teria aplicado um golpe de asfixia, enquanto o outro imobilizou braços e pernas, impedindo qualquer chance de defesa.

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A acusação sustentou que o crime foi premeditado e motivado por vingança. Segundo o que foi apresentado no julgamento, os dois teriam se revoltado após um castigo coletivo aplicado na unidade prisional. A punição teria atingido todos os internos da cela, o que gerou irritação entre os condenados. A vítima acabou escolhida como alvo da represália.

Após a morte, ainda conforme a denúncia, os réus mutilaram o corpo e retiraram órgãos. O Ministério Público enquadrou a conduta como homicídio triplamente qualificado e destruição de cadáver.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri de Lages e durou mais de 13 horas, começando pela manhã e avançando até a noite. Durante a sessão, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi reconhecido o crime de destruição de cadáver.

Um dos réus já cumpria pena por latrocínio quando o homicídio aconteceu. Com a nova condenação, a pena ultrapassa 22 anos de reclusão. O outro, que estava preso por tentativa de homicídio, recebeu sentença superior a 19 anos de prisão. Ambos devem cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

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Segundo a decisão, a forma como o crime foi executado demonstrou frieza e superioridade numérica, já que a vítima foi imobilizada antes de ser morta. A acusação destacou que não houve qualquer possibilidade de reação.

As defesas ainda podem recorrer da sentença. Até o momento, os condenados permanecem no sistema prisional, agora com penas significativamente ampliadas pelo crime cometido dentro da própria cela.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/arrancaram-a-cabeca-e-o-coracao-presos-se-irritam-com-castigo-coletivo-e-matam-colega-de-cela-em-sc

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