Um homem pegou uma pedra na beira da estrada e usou o objeto para espancar a própria esposa dentro do carro em que ela estava, em uma via adjacente à BR-282, em Maravilha, no Oeste catarinense. Marli Aparecida de Freitas Stella, de 48 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu na noite deste domingo (13).
O marido dela, Ivanildo Stella, de 53 anos, é apontado como suspeito e foi preso em flagrante. O caso é investigado como feminicídio no contexto de violência doméstica.
Marli estava dentro de um Fiat Siena parado no meio da via, nas proximidades de uma empresa de concreto. Ela foi localizada deitada, com a cabeça voltada para o lado do passageiro e as pernas em direção ao banco do motorista, com lesões graves na região da face.

Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros Militar prestaram o primeiro atendimento e levaram a mulher com urgência ao Hospital São José, em Maravilha, onde ela passou por manobras de reanimação. Minutos depois de dar entrada na unidade, Marli morreu.
No terreno ao lado da via, a poucos metros de onde o carro estava, havia uma pedra com marcas aparentes de sangue. O objeto foi fotografado e recolhido para exames periciais.
Testemunhas que passavam pelo local contaram ter percebido a movimentação de três veículos nas proximidades da empresa, um sedan branco de quatro portas, um carro preto e o Fiat Siena. Segundo esse relato, o Siena estava estacionado antes em outro ponto da mesma rua, e não na posição em que foi encontrado.
A virada do caso veio de uma câmera de monitoramento instalada na empresa vizinha. Nas imagens, um homem aparece parado nas proximidades do local, esperando. Por volta das 21h30, o Fiat Siena chega e ele se aproxima do veículo.
Ele acessa o carro primeiro pela janela do passageiro e depois pela porta do motorista. Alguns minutos depois, pega uma pedra na lateral da estrada e desfere os golpes contra a mulher, que estava dentro do veículo.
Pelas vestimentas, pela fisionomia e pela forma de se deslocar registradas no vídeo, os investigadores chegaram a Ivanildo Stella. Natural de Celso Ramos, no Meio-Oeste catarinense, ele foi localizado no próprio local de trabalho, na cidade.
Ao ser informado sobre o que havia acontecido com Marli, ele aparentou tranquilidade e não esboçou qualquer reação.
Horas antes, por volta das 21h, a mulher havia trocado mensagens com o filho pelo WhatsApp. Ela contou que sairia com amigas e iria até um posto de combustível da cidade. Foi a última conversa entre os dois.
Ivanildo recebeu voz de prisão ainda durante as diligências e foi cientificado dos direitos constitucionais. Ele não falou nada aos policiais e foi conduzido à delegacia. A Polícia Civil e a Polícia Científica fizeram o levantamento no local, e a investigação segue em andamento.















