Na manhã desta segunda-feira (17), nas imediações do bairro Fabrício, em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, um menino de apenas 6 anos e um adolescente de 12 anos haviam ido até as margens do Rio Cubatão para dar banho no cachorro da família quando a força da água surpreendeu as crianças. Em um instante, o garoto mais novo foi tragado pela correnteza, desaparecendo nas águas turvas do leito.
O alarme soou por volta das 11h, acionando uma resposta imediata do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. O Batalhão de Busca e Salvamento montou um posto de comando às margens do rio e deu início a uma complexa força-tarefa que envolveu nove militares operando em terra, no ar e na água.
Com o auxílio de embarcações de resgate, os bombeiros percorreram o curso do rio em direção à foz, examinando minuciosamente remansos, vegetações acumuladas e possíveis pontos de retenção.

Enquanto mergulhadores realizavam varreduras subaquáticas de alta visibilidade reduzida ao longo das margens, a tecnologia desempenhou papel central com a subida de drones operacionais. As aeronaves não remotamente pilotadas sobrevoaram o raio de busca para mapear a calha do Rio Cubatão e identificar visualmente anomalias de superfície e áreas de difícil acesso terrestre. A ação coordenada buscou otimizar cada minuto e cobrir a maior área possível do leito aquático.
Apesar de 6 horas de esforços ininterruptos e da mobilização de múltiplos recursos técnicos, a criança não foi localizada ao longo da tarde. Com a queda gradual da luminosidade natural e o aumento dos riscos operacionais no período noturno, o Corpo de Bombeiros encerrou a varredura do dia ao final da tarde.
A corporação informou que as equipes permanecem de prontidão e que os trabalhos de campo serão reiniciados no início da manhã de terça-feira (18), a partir das 8h, concentrando os esforços de resgate no mesmo ponto inicial do desaparecimento.



























