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Choque da PMSC prende suspeito com fuzil e drogas após execução brutal em Palhoça

Fuzil estava com a munição incompleta e pode ter sido usado no crime; informações preliminares ligam a morte do empresário à agiotagem, e não ao tráfico

Choque da PMSC prende suspeito com fuzil e drogas após execução brutal em Palhoça
Foto: Reprodução
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O Batalhão de Choque da Polícia Militar de Santa Catarina prendeu em São José um suspeito com um fuzil, uma pistola e mais de 1 tonelada de drogas depois da execução do empresário Rafael Alexandre Régis, de 36 anos, morto a tiros na frente da filha na quarta-feira (30), no bairro Pedra Branca, em Palhoça, na Grande Florianópolis. A prisão veio a público nesta quinta-feira (1º).

O preso é Gabriel da Costa Neves, de 26 anos, natural de Paragominas, no Pará. Ele foi rastreado pelo Choque. O batalhão usa inteligência artificial, cruzamento de dados, reconhecimento facial e identificação de veículos para chegar a alvos do crime organizado, como o Jornal Razão mostrou em setembro. Em 16 de setembro, o Choque apreendeu 4,1 toneladas de maconha em Palhoça, a maior apreensão da droga já feita pela PMSC, e uma semana depois encontrou mais 1.160 quilos em Jaguaruna. Com a carga de São José, o batalhão passa de 6 toneladas de drogas apreendidas em pouco mais de duas semanas.

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O fuzil apreendido não estava com a munição completa, o que indica que ele pode ter sido a arma usada no crime. Imagens obtidas pelo Jornal Razão mostram o fuzil, a pistola, carregadores e uma luneta sobre uma mesa, além de centenas de tabletes de droga embalados em papel vermelho e empilhados dentro de um banheiro e de um armário. Um carro também aparece com o porta-malas e o banco traseiro cheios de tabletes com a mesma embalagem. Ao todo, foi apreendida mais de 1 tonelada de droga. A apreensão foi em São José, cidade vizinha a Palhoça.

Imagens da execução e do material apreendido pelo Batalhão de Choque da PMSC

Na contramão do que algumas páginas especularam, as informações levantadas até o momento, ainda preliminares, indicam que a morte de Rafael não teria relação com o tráfico de drogas, e sim com agiotagem. A execução pode ter sido ordenada por uma facção criminosa, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Gabriel da Costa Neves, de 26 anos, foi preso pelo Batalhão de Choque da PMSC

Rafael não tinha passagens pela polícia e era dono de uma empresa de aluguel de máquinas e equipamentos com sede no próprio Pedra Branca. Ele foi morto no início da tarde de quarta-feira, na Rua dos Biguás, segundos depois de colocar a filha pequena na caminhonete. Dois homens armados com fuzil e pistola desceram de um Volkswagen Up branco e atiraram, como mostram as imagens divulgadas pelo Jornal Razão.

Segundo a Polícia Militar, a dupla fugiu no Up, trocou de carro em um loteamento e abandonou o segundo veículo, um Citroën C3 preto, no bairro Solemar. A autoria e a motivação do crime ainda não foram confirmadas oficialmente.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/choque-pmsc-prende-suspeito-fuzil-drogas-execucao-palhoca

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