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Companheira não foi culpada pela morte de empresário em Indaial, conclui inquérito da PCSC

Conforme o relatório final da Polícia Civil, o empresário Carlo Fabio Tomelin, de 48 anos, estava embriagado e permaneceu pendurado no estribo da caminhonete por vontade própria. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.

Companheira não foi culpada pela morte de empresário em Indaial, conclui inquérito da PCSC
Foto: Reprodução
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No Centro de Indaial, um outdoor instalado pela família cobrava uma resposta que não vinha: “Permanece o luto, a dor e o silêncio”. A resposta chegou, e não é a que os parentes esperavam. A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do empresário Carlo Fabio Tomelin, de 48 anos, e encerrou o caso sem indiciar ninguém.

Segundo o relatório final, o empresário estava embriagado e tentou impedir que a companheira deixasse a residência com a caminhonete. Quando ela conseguiu sair com o veículo, ele teria permanecido por vontade própria pendurado no estribo, na parte externa. Foi durante o deslocamento que caiu e sofreu os ferimentos que provocaram a morte.

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A noite de 31 de maio

A ocorrência foi registrada por volta das 23h20 do domingo, 31 de maio, na Avenida Minas Gerais. A Polícia Militar foi acionada depois da informação de que um homem estava caído na via, com sangramento na cabeça. Quando a guarnição chegou, ele já havia sido levado ao Hospital Beatriz Ramos.

ASSISTA AO VÍDEO

Na unidade de saúde, os policiais foram informados de que a vítima estava inconsciente por causa de um traumatismo craniano e precisou ser intubada. A morte foi confirmada na madrugada de 1º de junho, e o sepultamento aconteceu no dia seguinte, no Cemitério Municipal de Indaial.

A PM registrou o caso inicialmente como vias de fato e lesão corporal grave ou gravíssima dolosa. A tipificação definitiva, porém, dependia da Polícia Civil, que assumiu a apuração na Delegacia de Indaial.

Duas versões

Ainda no hospital, a companheira, de 35 anos, contou aos policiais militares que o casal havia discutido e que o empresário teria se jogado da caminhonete com o veículo em movimento. Ela também afirmou não ter sofrido agressões físicas.

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Dias depois, com o caso em repercussão, o advogado que representa a companheira apresentou uma versão mais detalhada. Segundo a defesa, os dois voltavam de um passeio por Balneário Camboriú e Blumenau e começaram a discutir ao chegar em casa. Ela teria decidido sair, e ele teria se pendurado no veículo para impedir.

Quando entrou no carro, ele se pendurou no estribo da caminhonete e caiu ao solo, explicou o advogado na época.

A defesa sustentou ainda que ela retornou ao local e participou do socorro, embora as imagens que circularam nas redes sociais não mostrem esse momento. Nas gravações de uma câmera de monitoramento, o empresário aparece caído na via enquanto a caminhonete deixa o local.

Entenda o caso

A morte do empresário foi registrada no fim de maio e ganhou repercussão em todo o Vale do Itajaí depois da divulgação das imagens. Relembre o que aconteceu na noite da ocorrência.

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O que a polícia analisou

Para chegar à conclusão, a Polícia Civil reuniu depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, exames da Polícia Científica e informações coletadas durante a perícia no local. A companheira foi interrogada durante o inquérito, e a investigação também aguardou os laudos de extração dos aparelhos celulares.

A análise desse conjunto levou os investigadores a concluir que não houve ação criminosa por parte da motorista. A corporação informou que não encontrou elementos que caracterizassem dolo ou outra conduta criminosa relacionada à morte. Por esse motivo, ninguém foi indiciado.

O silêncio e a cobrança

Um mês depois da morte, a família havia instalado o outdoor na rua Marechal Deodoro da Fonseca, no Centro da cidade, cobrando explicações. O empresário era diretor da Tomelin Esquadrias de PVC, empresa com mais de meio século de história em Indaial, e o caso provocou comoção no município e em outras cidades do Vale do Itajaí.

O que vem agora

Com a investigação encerrada, o relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Cabe agora ao MP analisar o material produzido pela Polícia Civil e decidir se acompanha a conclusão, requisita novas diligências ou oferece denúncia.

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