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Gaúcho é assassinado pelo namorado após briga por auxílio do Governo Federal em Florianópolis

Paulo Ricardo Ferreira, 35 anos, foi encontrado morto na calçada onde dormia, nos Ingleses. O companheiro dele foi localizado a poucas quadras com o celular da vítima no bolso.

Gaúcho é assassinado pelo namorado após briga por auxílio do Governo Federal em Florianópolis
Foto: Reprodução
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Paulo Ricardo Ferreira, 35 anos, natural do Rio Grande do Sul, foi encontrado morto por volta das 8h15 deste domingo (30) na calçada onde costumava passar a noite, no bairro Ingleses do Rio Vermelho, norte de Florianópolis. O corpo tinha ferimentos concentrados no rosto, com maior dano na região dos lábios e no lado esquerdo da face, e havia grande quantidade de sangue em volta da cabeça. A Polícia Militar registrou a ocorrência como homicídio doloso desde o primeiro minuto no local.

Uma equipe do SAMU chegou junto com a guarnição, avaliou a vítima e constatou o óbito ali mesmo, na calçada. O cão de pelagem branca que Paulo criava permaneceu ao lado do corpo durante todo o atendimento. A área foi isolada e preservada para a perícia.

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Paulo estava em situação de rua e era figura conhecida do comércio do bairro. O proprietário de um estabelecimento vizinho ao local dos fatos contou à Polícia Militar que o conhecia apenas como “Paulo”, que ele dormia com frequência naquele mesmo ponto e que circulava pela região puxando um carrinho branco, sempre acompanhado do cachorro.

Esse mesmo comerciante relatou que Paulo mantinha um relacionamento amoroso com um homem conhecido na região como “Sid”, descrito como branco, de aproximadamente 1,70 metro e cerca de 40 anos. Os dois eram vistos juntos com frequência no bairro. A identificação formal veio depois, pelos sistemas da segurança pública: Paulo Ricardo Ferreira, a vítima, e Sidney Cardoso, 44 anos, natural do Paraná, o companheiro.

Um detalhe do relato do comerciante virou peça central da apuração. Segundo ele, Paulo havia recebido recentemente um auxílio do governo federal e, com o dinheiro, comprou um aparelho de celular preto. Era a novidade mais recente na vida da vítima e a única coisa de valor que ele carregava.

A LINHA DO TEMPO DA MANHÃ

A linha do tempo montada pela Polícia Militar começa às 7h, quando o comerciante chegou para trabalhar e viu a vítima no local. O acionamento da corporação foi feito por terceiros, que já tinham deixado o endereço quando a guarnição chegou. Havia populares em volta, mas nenhum deles presenciou a agressão.

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Durante as buscas nas imediações, a guarnição localizou cobertores com vestígios de sangue jogados dentro de uma lixeira. A arma usada no crime não foi encontrada. O ponto onde o corpo estava não tem câmeras voltadas para a calçada, mas há sistema de videomonitoramento em um posto de combustíveis do lado oposto da via e em uma loja de tintas ao lado do posto, imagens que podem entrar na investigação.

CELULAR DA VÍTIMA APARECEU NO BOLSO DO COMPANHEIRO

Enquanto o local era preservado, outra guarnição varria o bairro atrás de Sidney Cardoso. Ele foi localizado na esquina da Rua Graciliano Manoel Gomes com a Servidão Vicentina Custódia dos Santos, a poucas quadras do lugar onde a vítima foi encontrada. Não disse uma palavra aos policiais.

Na revista pessoal, os policiais acharam com ele o celular de Paulo, o mesmo aparelho comprado com o auxílio. Sidney foi conduzido à delegacia da Polícia Civil para esclarecimentos, e a Polícia Militar registrou a ocorrência com autoria identificada.

Os dois já apareciam nos registros da segurança pública antes deste domingo. Paulo Ricardo Ferreira tinha boletins de ocorrência como autor de dano, perturbação do sossego e ameaça. Sidney Cardoso tem registro no sistema penitenciário e boletins como autor de furto e lesão corporal.

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O QUE VEM AGORA

A Polícia Civil e a Polícia Científica assumiram os trabalhos no local. Os peritos fizeram o levantamento da cena, e o corpo foi removido para exame. O caso corre no 21º Batalhão de Polícia Militar de Florianópolis sob o protocolo 11379049.

A investigação agora depende do laudo da Polícia Científica, do exame do aparelho apreendido com Sidney e das imagens dos estabelecimentos do outro lado da rua. A arma do crime segue sem ser localizada, e a Polícia Civil não divulgou se houve prisão em flagrante ou qual foi a versão apresentada pelo companheiro da vítima na delegacia.

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