Vilson Delvoss, de 51 anos, morreu nesta quinta-feira (5), 11 dias depois de ser baleado pelo vizinho em frente à mercearia da família, no Distrito Industrial de Porto União, no Planalto Norte de Santa Catarina. Vilson comemorava com o filho a vitória de Lula (PT) no 2º turno da eleição presidencial, na noite de domingo, 25 de outubro.
Pai e filho acendiam fogos de artifício na Rua Algacir Antônio Ulrich quando o vizinho, Aluir Albino Kroetz, de 43 anos, chegou perto e disse “agora está bom que vocês ganharam”, segundo o filho de Vilson. Logo depois, Aluir sacou um revólver e atirou várias vezes.
Vilson foi atingido no tórax, no abdômen e na perna direita. Ele tentou correr, mas caiu na calçada metros adiante, sangrando muito. Um amigo de Vilson, de 54 anos, levou um tiro no braço esquerdo. O amigo contou que saiu correndo ao ouvir os estouros, já com dor no braço, e depois viu Vilson caído no chão, com a perna cheia de sangue.
O Corpo de Bombeiros socorreu os dois e levou ao Hospital São Braz, em Porto União. Vilson passou por cirurgia e estava internado na UTI desde a noite do crime. O amigo foi medicado e liberado.
Depois dos tiros, Aluir correu para a casa dele, do outro lado da rua, pegou o carro e fugiu. Os policiais procuraram o homem na casa e numa área de mata perto dali e passaram a buscar o carro pelas ruas da região, com a descrição que o filho de Vilson deu. A PMSC encontrou Aluir na BR-280, em Canoinhas, ainda com o revólver calibre .38 usado no crime, e ele foi preso na mesma noite.

A família de Vilson afirmou que os dois se conheciam e eram vizinhos. Aos policiais, Aluir confessou que atirou porque os vizinhos comemoravam a vitória de Lula, resultado com o qual ele não concordava.
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