A porta de vidro do kitnet já estava quebrada quando a guarnição da Polícia Militar chegou à esquina da Rua Pará com a Rua Rio Grande do Sul, no bairro Enseada, em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. Do lado de dentro, caído entre a sala e o quarto, estava o corpo de um homem de 38 anos, cercado por uma grande quantidade de sangue no chão. A ocorrência foi registrada como homicídio doloso na noite desta segunda-feira (3).
Nas primeiras verificações no local, os policiais constataram que a vítima apresentava uma lesão na região da cabeça, aparentemente provocada por disparo de arma de fogo. Ao lado do corpo, foi localizado um projétil deformado.
Minutos antes, quem estava no prédio ouviu a sequência que antecedeu a morte: o barulho de vidro quebrando, o que teria sido uma discussão e, logo depois, um forte estouro. A origem exata do ruído não foi identificada de imediato.
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Fuga em Celta prata
Depois do estouro, dois homens foram vistos deixando o imóvel. Conforme o relato repassado à Polícia Militar, não foi possível identificar as vestimentas dos dois, mas um deles carregava um objeto comprido, semelhante a um bastão. Os dois entraram em um Celta prata, que deixou o local em seguida.
O endereço fica numa das áreas mais movimentadas do balneário, a poucos metros do Hotel Ribadejo e do Shopping Enseada, região que mistura prédios residenciais, comércio e fluxo constante de gente mesmo fora da temporada.
A Agência de Inteligência da Polícia Militar esteve no local e fez diligências nas proximidades atrás de imagens de videomonitoramento que ajudem a esclarecer o caso. Uma gravação já foi localizada e anexada à ocorrência.
Quem era a vítima
Rodrigo Siedschlag, de 38 anos, é natural de Joinville e já era conhecido da guarnição que atendeu a ocorrência.
Ele estava em liberdade provisória desde 2025. A prisão que originou a medida foi registrada em 8 de fevereiro daquele ano, e o caso passou pela central de audiência de custódia de São Francisco do Sul. Desde então, respondia em liberdade.
Ao longo dos últimos anos, acumulou passagens policiais, a maior parte por crimes previstos na Lei Maria da Penha. O histórico é um dos elementos que a Polícia Civil terá de cruzar com a dinâmica do ataque para chegar à motivação.
O que a polícia apura
Até agora, nenhuma linha investigativa foi oficializada. A polícia não divulgou o que motivou o crime nem se a vítima vinha sofrendo ameaças. A entrada forçada, o tiro na cabeça a curta distância e a fuga em um veículo já posicionado são justamente os pontos que a apuração terá de explicar.
A guarnição isolou e preservou o local. O Corpo de Bombeiros Voluntários foi acionado e constatou o óbito. Em seguida, a Polícia Civil e a Polícia Científica assumiram os procedimentos periciais.
Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar os autores e o carro usado na fuga.


































