Uma criança de cerca de 5 anos passou a madrugada desta segunda-feira (8) sob tutela emergencial do Conselho Tutelar de Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina, depois de ser entregue pela própria mãe a um morador que ela não conhecia, no meio de uma briga de casal na Estrada João Pedro de Oliveira. A mulher disse que voltaria para buscar o menino no dia seguinte, saiu andando e não foi mais localizada pela Polícia Militar.
A confusão começou por volta das 00h19, em frente à casa de um morador de 46 anos, que assistiu à discussão da calçada. Segundo o relato dele à Polícia Militar, um homem e uma mulher brigavam na via pública e, em determinado momento, o homem arremessou uma garrafa de bebida na direção da mulher. O objeto passou perto do menino, que estava ao lado dela e não foi atingido.
Foi nesse instante que a mulher pediu ajuda. Ela atravessou até o morador, entregou a criança nos braços dele, afirmou que iria buscá-la na manhã seguinte e deixou o local. O casal se afastou em seguida. O homem que ficou com o menino disse à guarnição que nunca tinha visto a mulher antes e que não sabia o nome dela, o endereço nem qualquer forma de contato.
Sem saber o que fazer com uma criança pequena na madrugada, ele ligou primeiro para o Conselho Tutelar. A orientação recebida foi acionar a Polícia Militar. O caso foi classificado na abertura como abandono de incapaz, com o autor ainda no local e risco de tumulto.
No local, os policiais ouviram o morador e receberam a indicação da direção em que a mulher havia seguido depois de deixar o filho. A equipe fez buscas pelas imediações à procura dela, mas não a encontrou. O homem que arremessou a garrafa também já não estava mais na rua.
Uma conselheira tutelar foi até o endereço enquanto a busca acontecia. A avaliação do Conselho Tutelar foi direta: como o morador não tinha nenhum vínculo com a família e não conhecia a mãe da criança, não havia como deixar o menino sob os cuidados dele até o dia seguinte, como a mulher havia proposto.
A criança foi então acolhida por meio de tutela emergencial, medida prevista para situações em que a criança está desamparada e não há responsável identificado disponível. A conselheira deixou o local com o menino, que ficou aos cuidados do órgão.
Sem os envolvidos na briga no local e sem qualquer informação concreta sobre onde a mulher morava, a Polícia Militar registrou que não restavam outras medidas a adotar naquele momento além do apoio prestado ao Conselho Tutelar.
O caso agora corre pelo Conselho Tutelar de Barra Velha, responsável por localizar a família e definir o destino da criança. A identificação dos pais e a apuração do arremesso da garrafa em direção ao menino dependem da localização dos dois adultos envolvidos na discussão, que deixaram o local antes da chegada da PMSC.















