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Marcas no rosto e vidro no chão: o que se sabe sobre a morte do músico “Mema” em São Bento do Sul

Baterista, professor e pintor de 51 anos foi encontrado sem vida no Centro da cidade; Polícia Civil apura as circunstâncias do caso enquanto comunidade presta homenagens. Foto: Redes Sociais / Viagens e caminhos

Marcas no rosto e vidro no chão: o que se sabe sobre a morte do músico “Mema” em São Bento do Sul
Foto: Reprodução
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A tarde desta quarta-feira (29) terminou com comoção entre moradores, músicos e ex-alunos em São Bento do Sul, no Norte catarinense. O homem encontrado morto por volta das 15h, na rua Jorge Lacerda, no Centro, foi identificado como José Cleumar Batista Franco, de 51 anos, conhecido carinhosamente por todos como “Mema”.

A ocorrência mobilizou as equipes do Corpo de Bombeiros Militar. Ao chegarem ao local, os socorristas constataram que José Cleumar já não apresentava sinais vitais. A vítima possuía lesões na região do rosto, sangramento visível e havia fragmentos de vidro no entorno. Para ajudar a esclarecer o ocorrido, três pessoas foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil, que assumiu a investigação para determinar a causa da morte.

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O legado entre as baquetas e a tinta

Para além do registro policial, a notícia da morte de Mema ecoou forte na cena cultural da região. Músico talentoso, ele dedicou parte da vida ao ensino da música, atuando como professor de bateria, inclusive na Fundação de Cultura no final dos anos 1990. Atualmente, Mema também trabalhava como pintor, mantendo a rotina de trabalho simples e o contato com os amigos de longa data.

A comoção tomou conta das redes sociais assim que a confirmação da identidade do baterista foi divulgada. Músicos que dividiram os palcos com ele e antigos alunos fizeram questão de registrar lembranças da convivência e do aprendizado.

“Um dia muito triste para mim hoje. Se vai um grande amigo. Um excelente músico que tive o prazer de dividir o palco por muitos anos. Muitas risadas, muitos papos após os bailes. Me ensinou muita coisa. Vai em paz, meu grande amigo Mema Franco. Deus te abençoe”, lamentou um colega de profissão.

Outro companheiro de cena ressaltou o papel do baterista no movimento cultural regional:

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“O Mema foi parte da cena rock em Rio Negrinho nos anos 90.”

A gratidão pelo lado educador de Mema também marcou as mensagens de despedida, como a enviada por um de seus ex-estudantes:

“Meu professor de bateria na Fundação de Cultura por dois anos, 1997 e 1998. Também amigo de longa data. Descanse em paz, Mema.”

Investigação em andamento

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) segue trabalhando no caso para apurar todos os detalhes que cercam a morte de José Cleumar. A perícia técnica deve apontar as causas das lesões encontradas no corpo da vítima.

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