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Tragédia no Vale do Rio Tijucas: menino de três anos morre após cair em piscina e se afogar

A criança foi levada pelos pais por meios próprios ao Hospital Municipal Monsenhor José Locks, em São João Batista, onde a equipe médica tentou reanimação por cerca de 50 minutos. A Polícia Científica recolheu o corpo e a Polícia Civil apura as circunstâncias.

Tragédia no Vale do Rio Tijucas: menino de três anos morre após cair em piscina e se afogar
Foto: Reprodução
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Bastou uma porta da frente aberta e alguns minutos de distração para que uma tarde comum terminasse em tragédia no bairro Timbezinho, em São João Batista, no Vale do Rio Tijucas. Um menino de três anos morreu afogado na piscina dos fundos da própria casa na tarde desta sexta-feira (7), depois de sair sozinho da residência sem que a família percebesse.

Eram 18h17 quando um casal chegou aos gritos ao Hospital Municipal Monsenhor José Locks, por meios próprios, com a criança nos braços. Não houve acionamento de ambulância: o pai e a mãe colocaram o menino no carro da família e dirigiram até a unidade pedindo socorro.

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Quando chegou ao atendimento, a criança já não respondia a estímulos. Estava cianótica, com a pele fria, sem pulso e sem respiração. A equipe médica iniciou imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar, que se estenderam por cerca de 50 minutos. Apesar do esforço, não houve resposta, e o óbito foi confirmado ainda no hospital.

O que os pais relataram

Segundo o relato do pai aos policiais, ele havia buscado o filho na creche no fim da tarde, passado para pegar a esposa e seguido para casa. A porta da frente da residência ficou aberta, e o menino teria saído por ali sem que ninguém notasse, dado a volta na casa e chegado até a área dos fundos, onde fica a piscina.

A queda não foi vista nem ouvida por ninguém. Pelo relato feito à equipe de socorro, a criança teria permanecido alguns minutos submersa antes de ser encontrada. Quando os pais deram falta do menino e começaram a procurá-lo, a mãe o localizou dentro da piscina e pulou na água para retirá-lo.

O pai contou ainda que, durante o trajeto até o hospital, mesmo sem responder e sem respirar, o filho chegou a expelir um pouco de água. Foi o último sinal antes da chegada à unidade de saúde.

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Perícia e investigação

A Polícia Científica foi acionada pela própria equipe médica e uma perita compareceu ao hospital, onde realizou os procedimentos técnicos e recolheu o corpo. A criança foi levada para a unidade de Balneário Camboriú, onde passará por exame pericial.

A Polícia Militar registrou a ocorrência como morte acidental e lavrou o boletim. A Polícia Civil foi comunicada e já tinha ciência do caso, que agora deve apurar as circunstâncias exatas em que o menino chegou até a piscina.

A morte de uma criança dessa idade em ambiente doméstico expõe um risco silencioso e conhecido: em piscinas residenciais, o afogamento acontece rápido, sem barulho e, muitas vezes, a poucos metros de adultos que não percebem nada. Cercamento, capa de proteção e travas nas portas de acesso estão entre as medidas mais recomendadas para casas com crianças pequenas.

A ocorrência abalou familiares e vizinhos do Timbezinho. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.

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