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Não foi feminicídio: preso confessa que estrangulou mãe com carregador de celular para roubar em Criciúma

Luana Mendes Darella, de 29 anos, foi encontrada morta no sofá de casa em agosto; a Polícia Civil indiciou o suspeito por latrocínio e tráfico de drogas

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Não foi feminicídio: preso confessa que estrangulou mãe com carregador de celular para roubar em Criciúma
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil concluiu que Luana Mendes Darella, de 29 anos, encontrada morta dentro de casa no bairro Fábio Silva, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foi vítima de latrocínio, o roubo seguido de morte, e não de feminicídio. O corpo de Luana foi achado no domingo, 16 de agosto, no sofá da sala, com fios de carregador de celular em contato com o pescoço.

O suspeito, identificado pelas iniciais D. V. S., está preso desde 8 de setembro. Depois da prisão, ele confessou ter estrangulado Luana com o fio de um carregador de celular para roubar os pertences dela. O homem também admitiu envolvimento com o tráfico de drogas.

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi até a casa de Luana durante a madrugada para entregar maconha e cocaína. Dentro do imóvel, ele viu bens de valor e decidiu matar Luana para levar os objetos eletrônicos da casa.

A filha de 7 anos e o homem com tatuagens no rosto

Luana morava com os dois filhos, um bebê de 4 meses e uma menina de 7 anos. Quando a Polícia Militar chegou à casa, as crianças já estavam com vizinhos. Depois, o Conselho Tutelar levou as duas para a avó materna.

Luana Mendes Darella, de 29 anos, foi encontrada morta em casa, em Criciúma

A menina contou aos policiais que o crime teria acontecido por volta das 3h e descreveu o autor como um homem com tatuagens no rosto. Na sala, a perícia também encontrou manchas de sangue sobre um tapete.

Luana tinha terminado um relacionamento pouco tempo antes de morrer. Por isso, a primeira linha de investigação foi a de feminicídio.

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Câmeras refizeram o caminho do suspeito

A Polícia Civil reconstituiu o trajeto entre a casa de Luana e a casa do suspeito com imagens de câmeras de segurança. Moradores e empresários de Criciúma enviaram gravações de vários pontos da cidade. Uma das imagens mostra o suspeito com a mesma roupa que usava no dia do crime.

“Nós conseguimos, graças à ajuda de muitos empresários e das pessoas de Criciúma, cidadãos que exercem muito bem seu papel de cidadania, disponibilizar as imagens de todo o percurso percorrido pelo investigado, desde o local do crime até a residência onde ele mora”, disse o delegado Túlio Falcão, responsável pelo caso, na época da prisão.

Imagem de câmera de segurança divulgada pela Polícia Civil

Quando foi preso, o suspeito admitiu que conhecia Luana e que tinha estado na casa dela naquele dia, mas negou o crime. Os policiais encontraram com ele objetos que podem pertencer à vítima.

Com base em depoimentos, imagens e laudos periciais, a Polícia Civil indiciou D. V. S. por latrocínio e tráfico de drogas. O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, com pedido de prisão preventiva.

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© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/nao-foi-feminicidio-preso-confessa-estrangulou-mae-carregador-celular-criciuma

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