Operação “Cura” corta a “injeção de ânimo” que enfermeiro dava à facção em presídio de SC
Investigação do GAECO aponta que profissional ocultava celulares e drogas em embalagens de medicamentos para abastecer o Complexo Prisional de Chapecó. Fotos: MPSC / Ilustração Freepik
Por Equipe Jornal Razão·12 ago 2026·4 min de leitura·Atualizado há 6 dias
Foto: Reprodução
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Na manhã desta quarta-feira (12), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do MPSC deflagrou a Operação “Cura”. A ação cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Estadual de Organizações Criminosas contra um enfermeiro suspeito de atuar como “clínico geral” do tráfico e dar uma verdadeira “injeção de ânimo” no crime atrás das grades.
Desdobramento da Operação “Sodalitas Finis”, a investigação revelou que o profissional desvirtuou completamente o juramento da enfermagem. Em vez de prescrever cuidados e promover a saúde, o investigado usava o livre acesso funcional para introduzir celulares e entorpecentes no Complexo Prisional de Chapecó. A “fórmula” do esquema consistia em ocultar o material ilícito dentro de caixas de remédios e insumos médicos destinados aos detentos.
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Os materiais apreendidos foram encaminhados para a Polícia Científica para exames periciais. Como o processo corre sob sigilo, novos detalhes sobre essa “overdose de irregularidades” serão divulgados conforme autorização judicial.
Tratamento de choque
A operação foi realizada em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, órgão que, desde julho de 2025, teve sua atuação ampliada pelo Ato n. 769/2025/PGJ, passando a ter jurisdição em todo o território catarinense no combate às facções.
O nome “Cura” faz uma ironia direta ao desvio de conduta: reflete o contraste entre a essência da enfermagem, cuidar e proteger, e a atitude de quem usou o jaleco para alimentar o crime organizado. No fim das contas, a operação provou que, para esse tipo de conduta, o único remédio é a lei.