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Tijucas ganha Sala Lilás na Polícia Civil, com psicóloga para acolher mulheres vítimas de violência

Projeto levado pela vereadora Nadir Amorim funciona junto à DPCAMI de Tijucas, com atendimento reservado e psicóloga policial. Prefeito Maickon Sgrott fala em casa de passagem como próximo passo.

Tijucas ganha Sala Lilás na Polícia Civil, com psicóloga para acolher mulheres vítimas de violência
Foto: Reprodução
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A mulher que decide denunciar uma agressão em Tijucas não vai mais precisar contar a própria história num balcão, na frente de quem estiver na delegacia. A Polícia Civil inaugurou no município a Sala Lilás, um espaço reservado para acolher mulheres vítimas de violência, projeto levado adiante pela vereadora Nadir Olindina Amorim e que contou com apoio da prefeitura, do prefeito Maickon Sgrott.

A sala fica dentro do complexo da Polícia Civil em Tijucas e trabalha junto com a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), unidade criada na cidade neste ano. Segundo a delegada Patrícia Zimmermann, coordenadora das DPCAMIs da Polícia Civil, é a 49ª Sala Lilás da instituição.

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Um projeto que saiu da Câmara

O pedido chegou ao gabinete do prefeito pelas mãos da vereadora Nadir Amorim, com apoio da Câmara de Vereadores. Ela contou que a ideia nasceu da percepção de que muitas vítimas desistem de procurar ajuda por não ter onde serem ouvidas com privacidade.

“Eu sempre tive um sonho pra termos um espaço pra que pudéssemos atender as mulheres vítimas de violência, porque muitas mulheres hoje não denunciam, não procuram ajuda por conta de um espaço, às vezes com vergonha”, disse a vereadora. Para ela, o local vai mudar essa realidade. “Eu tenho certeza que vai ser um local onde as mulheres irão se encorajar e buscar ajuda.”

O próprio prefeito Maickon Sgrott atribuiu a conquista à vereadora. “Sem sombra de dúvida, o sonho, a pessoa que trouxe isso, tornasse realidade, foi a vereadora Nadir”, afirmou. A inauguração reuniu Polícia Civil, Poder Judiciário, prefeitura e Câmara de Vereadores, e teve a presença do juiz da Comarca de Tijucas.

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Acolhimento antes do boletim

O delegado Márcio Campos Neves, que assumiu a titularidade da DPCAMI de Tijucas em agosto, explicou que o atendimento à mulher vítima de violência exige mais do que o procedimento policial. “Demanda muito mais do que só uma análise técnica e jurídica da situação. A gente precisa de um acolhimento, a gente precisa criar na mulher a coragem pra que ela saia desse ciclo de violência”, afirmou.

Na prática, a vítima é recebida na Sala Lilás, onde atua a psicóloga policial, e o registro inicial é feito numa sala ao lado. A proposta é que a mulher seja ouvida com calma e já tenha o primeiro suporte psicológico no mesmo lugar. “A gente brinca que não é apenas uma sala, é toda uma rede de atendimento que se inicia aqui”, resumiu o delegado.

Denúncias podem aumentar

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A Polícia Civil já sabe o que costuma acontecer depois que uma Sala Lilás abre as portas. Segundo a delegada Patrícia Zimmermann, o espaço próprio de atendimento faz com que mais mulheres criem coragem para falar. “A gente sabe que num primeiro momento pode aumentar o número de denúncias”, explicou, citando as estatísticas da instituição.

Ela deixou um recado direto para as moradoras da cidade. “Então você, mulher, que está vendo essa reportagem, pode vir a esta sala, pode vir à Delegacia, que nós estamos prontos pra atender.”

Casa de passagem é o próximo passo

O prefeito Maickon Sgrott disse que a Sala Lilás é só o começo da rede de proteção no município. Segundo ele, a ideia é avançar com uma casa de passagem, “onde ela possa ficar alguns dias fora daquele ambiente, aguardando alguma decisão judicial”. O prazo e a forma de implantação ainda não foram informados.

Sgrott também rebateu justificativas comuns para a violência doméstica, como o uso de álcool ou drogas. “Isso não justifica você fazer isso contra a sua esposa, sua companheira, sua namorada, o que for”, disse. “Que esses números cheguem a zero.”

Como pedir ajuda

Além da Sala Lilás, a vítima pode procurar diretamente a delegacia da Polícia Civil em Tijucas. Em caso de emergência, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar. O Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas e recebe denúncias de forma gratuita e anônima.

Quem presenciar uma agressão também pode denunciar. “E você que viu, que presenciou, que escutou, que viu qualquer coisa errada com uma vizinha, com uma amiga, um colega, que relatou, não admita isso. Denuncie”, pediu o prefeito.

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