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Tijucas vai enfrentar o próximo verão sem falta de água? Veja o que mudou nos bairros mais críticos

Presidente da autarquia detalha as intervenções feitas em Bosque da Mata, Areias, Jardim Progresso, Santa Luzia e Joaia, o novo modelo de operação da captação no Rio Tijucas e as frentes ainda em execução para o próximo verão.

Tijucas vai enfrentar o próximo verão sem falta de água? Veja o que mudou nos bairros mais críticos
Foto: Reprodução
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Quem mora no Bosque da Mata, no fundão do Areias, no Jardim Progresso, no final do Santa Luzia ou no Timbé conviveu por anos com a mesma rotina: torneira fraca em dia de calor e interrupção de abastecimento em fim de semana. Segundo o SAMAE de Tijucas, essas cinco regiões concentravam os piores índices de abastecimento da cidade e foram alvo de intervenções nos últimos meses. Em pelo menos um ponto medido, a Rua Manoel Frutuoso, a pressão saiu da faixa de 2 a 3 metros de coluna d’água (mca) para perto de 10 mca ao longo de quase todo o dia.

A intervenção de maior impacto, conforme a autarquia, foi no Bosque da Mata: cerca de três quilômetros de adutora e subadutora, três novos reservatórios somando 210 mil litros e dois sistemas de bombeamento. A obra criou uma alternativa de abastecimento para o bairro, desvinculando a região do sistema antigo herdado da forma como a área foi ocupada.

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No Jardim Progresso e no Areias, incluindo a José Manoel Reis, que dividiam o mesmo sistema, foram instalados dois conjuntos de bombeamento para separar a pressão entre os dois setores, mais uma reservação de 70 mil litros que opera alternando o atendimento entre as duas regiões. A solução entrou em operação na virada do ano.

No Santa Luzia, que fica em final de rede, o SAMAE testou por alguns meses um arranjo com reservatório de pequeno porte combinado a bombeamento e, depois dos ajustes, manteve apenas o bombeamento adaptado à rede existente. No Joaia, na Rua Nova Trento e no fim da P4, onde vários loteamentos foram implantados sem melhoria correspondente no sistema, foi instalado bombeamento com uma reservação provisória.

A parte técnica que sustenta tudo isso está na captação. O Rio Tijucas responde hoje por quase 50% do suprimento de água da cidade, e o sistema tinha paralisações recorrentes. “A gente definiu um novo modelo de operação, trabalhando com dois conjuntos, sendo sempre um operando e um reserva, ou até mesmo fazendo revezamento”, explica Tiago Suckow, presidente do SAMAE. Segundo ele, a mudança alterou a rotina da operação: antes, era preciso reduzir a vazão distribuída para as ruas para conseguir ganhar nível nos reservatórios; hoje essa manobra deixou de ser necessária, mesmo em picos de consumo.

Nem tudo está concluído. A substituição da adutora principal segue em andamento. Para o próximo verão, duas frentes estão em fase de projeto. Uma é a implantação de mais um booster na beira-rio, próximo à praça, para reforçar o bombeamento e ganhar pressão na região central. A outra é a pressurização de uma das adutoras do Itinga, que atende Morretes, Pernambuco e Sul do Rio, região que ainda registra queda de pressão em dias de maior consumo.

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“Executando essas ações, combinada com o que já foi executado, a gente tende a ter um próximo verão com uma condição muito melhor de abastecimento de água”, afirma Suckow. Falta de água, pressão baixa ou vazamento podem ser comunicados ao SAMAE pelos canais de atendimento da autarquia, que opera plantão digital das 17h às 8h nos dias úteis e 24 horas aos sábados e domingos.

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