Uma banca de produtos coloniais que fica na beira da estrada, sem atendente, sem câmera e sem caixa, viralizou nas redes sociais nos últimos dias. O comércio funciona na zona rural de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, e aceita pagamento em dinheiro ou Pix, na base da confiança.
Conforme reportagem do ND Mais, o “Pegue e Pague” fica localizado na Estrada Geral Santa Bárbara, a cerca de 2 km do Centro de Alfredo Wagner. No local, motoristas que passam pela região param, escolhem o que querem levar e deixam o valor correspondente. Os preços ficam tabelados ou etiquetados nos próprios produtos.
A banca oferece itens “direto da roça”, como descrevem os próprios agricultores: cebolas, abóboras, milhos, queijo, mel e até pinhão. Tudo fica disposto na beira da estrada, sem qualquer fiscalização sobre o que está sendo vendido ou pago.
O cartaz que resume a proposta
Um aviso fixado na banca explica o funcionamento do comércio aos clientes que param pela primeira vez.
“Aqui, confiamos na sua honestidade. Vendemos no estilo ‘pegue e pague’. Você escolhe seus produtos e faz o pagamento em Pix ou dinheiro.”
A combinação entre um modelo antigo de comércio rural e a tecnologia do pagamento instantâneo chamou atenção nas redes sociais, principalmente fora de Santa Catarina.
Como o lugar viralizou
O Pegue e Pague ganhou repercussão depois que a criadora de conteúdo Renatinha Freitas publicou um vídeo no perfil @eurenatinhaf. Ela estava saindo de um camping na região quando se deparou com a banca na beira da estrada e resolveu registrar.
“Vocês já viram isso?”, disse a criadora, surpresa com o modelo. O vídeo foi replicado por outros perfis catarinenses, entre eles o @floripamilgrau, e somou dezenas de milhares de interações em poucas horas.
Modelo que aposta na honestidade do cliente
Bancas no estilo “pegue e pague” existem há décadas em zonas rurais de Santa Catarina e de outros estados do Sul, mas são cada vez mais raras em regiões próximas a centros urbanos. O modelo depende exclusivamente da honestidade de quem para para comprar, já que não há atendente conferindo a quantia paga ou os produtos retirados.
Em Alfredo Wagner, segundo os próprios produtores, o sistema funciona porque a confiança nos clientes se mantém ao longo do tempo. A banca também é uma forma de o agricultor familiar escoar a produção sem precisar deixar a propriedade rural para vender em feiras ou mercados da região.