Uma menina de 11 anos chegou em casa chorando e assustada depois que a professora disse, em sala de aula, que ela morreria caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição para presidente. “Você ia morrer, você é parda”, afirmou a professora, apontando para a aluna. A cena foi gravada pelas câmeras de segurança da sala, e a professora foi afastada.
O caso aconteceu numa escola da rede municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, e foi divulgado pela prefeita Gislaine Franzotti (PL) em vídeo nas redes sociais na quarta-feira (21). Segundo ela, a mãe da menina fez a denúncia pelo Instagram, e a prefeitura analisou as imagens do sistema de monitoramento antes de afastar a servidora.
Nas imagens, a professora fala com a turma sobre fascismo e diz que o país corre o risco de “virar um fascismo”. Ela liga o regime à extrema direita e ao lema “Deus, Pátria e Família”. Quando um aluno pergunta se é a mesma coisa que Flávio Bolsonaro, ela confirma e diz que o senador e o ex-presidente Jair Bolsonaro “querem fazer” o mesmo.
Em seguida, a professora diz que, nessa situação, “ia sobreviver pouca gente”, e começa a apontar para os alunos, usando a cor da pele de cada um. Para outro estudante, que pergunta se também morreria, ela responde que sim e diz que ele estava com “um pezinho na senzala”. Quando o aluno pergunta o que é senzala, ela explica que é “onde os escravos moravam”.

Mais adiante, a professora afirma que Flávio Bolsonaro quer fazer “a mesma coisa que o Mussolini fez”, em referência ao ditador italiano Benito Mussolini.
Segundo a prefeita, a prefeitura abriu uma sindicância para apurar a conduta da professora. O caso também foi levado ao Ministério Público do Trabalho, ao Juízo da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar. O nome da professora não foi divulgado.
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