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Greve nos Correios: trabalhadores de SC param por tempo indeterminado e prazos de entrega entram em risco

Paralisação no Estado acompanha movimento nacional motivado por impasses no plano de saúde, reajuste salarial e rombo bilionário na estatal.

Greve nos Correios: trabalhadores de SC param por tempo indeterminado e prazos de entrega entram em risco
Foto: Reprodução
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Madrugada desta sexta-feira (11), máquinas paradas e braços cruzados: os trabalhadores dos Correios em Santa Catarina aprovaram greve por tempo indeterminado. A decisão, tomada em assembleia pelo SINTECT-SC, insere o Estado no centro de um levante nacional que já atinge mais de 30 regiões. O estopim veio após o colapso das negociações e o fracasso das mediações no Tribunal Superior do Trabalho (TST), deixando a categoria e a diretoria da estatal em rota de colisão.

O grande estopim do impasse é a tentativa de alterar o plano de saúde dos funcionários, uma pauta tratada como cláusula pétrea e inegociável pela categoria. Além de proteger o benefício, os ecetistas exigem a recomposição imediata das perdas salariais acumuladas, a preservação de direitos históricos do Acordo Coletivo e contratações urgentes para aliviar a sobrecarga de trabalho gerada pelo boom de entregas na região.

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Gargalo nas entregas: como fica a vida do consumidor em SC

Com a adesão do sindicato catarinense, cartas, encomendas de SEDEX e PAC, além de boletos impressos, devem enfrentar atrasos severos. A recomendação para não ter prejuízo no bolso é migrar imediatamente para o digital: faturas de água, luz e cartão devem ser emitidas via sites ou aplicativos das concessionárias para evitar multas. Para encomendas, a orientação é monitorar cada passo pelo aplicativo oficial dos Correios.

Liderada pela Findect em parceria com sindicatos locais, a paralisação ganha corpo em praças decisivas como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Em diversos pontos do país, a ordem das entidades é manter apenas o setor administrativo interno funcionando, paralisando a triagem e o transporte de cargas.

Greve estoura em meio a rombo bilionário

A greve chega no momento mais dramático da história recente da estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos no vermelho. Só no primeiro semestre de 2026, o prejuízo atingiu astronômicos R$ 5,6 bilhões. Correndo contra o tempo para estancar a sangria e manter as operações, a diretoria aguarda a liberação de um empréstimo de R$ 7 bilhões junto a um consórcio de bancos públicos e privados até o próximo dia 15 de setembro.

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