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Tropa de elite da Polícia Penal “invade” berço da maior facção de SC em operação contra o PGC

Mais de 100 policiais penais, equipes táticas, cães e inteligência penitenciária fizeram nesta sexta-feira (11) uma nova varredura no complexo de São Pedro de Alcântara. Na véspera, a Polícia Penal barrou uma carga de cerca de 24 celulares destinada a lideranças do PGC.

Tropa de elite da Polícia Penal “invade” berço da maior facção de SC em operação contra o PGC
Foto: Reprodução
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Mais de 100 policiais penais entraram nesta sexta-feira (11) no maior complexo prisional de Santa Catarina, em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, para uma nova operação de fiscalização. A varredura terminou com a apreensão de um aparelho celular, dois fones de ouvido e um cabo USB.

A ação reuniu o Núcleo de Operações Táticas (NORT), a Diretoria de Operações com Cães (DOC), o Grupo Tático de Intervenção (GTI), o Núcleo de Inteligência Penitenciária (NIPE) e o Núcleo Regional de Inteligência (NURI), além de servidores das próprias unidades, da Capital e de São Pedro de Alcântara.

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A operação desta sexta deu continuidade às diligências da quinta-feira (10), quando as equipes apreenderam aparelhos celulares, acessórios eletrônicos e outros materiais dentro do mesmo complexo.

Capa do vídeo do YouTube

Aquela primeira apreensão, revelada pelo Jornal Razão, impediu a entrega de uma carga inteira a lideranças do PGC, maior facção criminosa do estado. Eram cerca de 24 telefones, aproximadamente 25 carregadores, chips de operadora com recarga, molhos de cabos USB e fones, placas eletrônicas soltas e por volta de 50 porções prensadas de fumo e maconha. O material entraria por uma das oficinas de trabalho da unidade.

Junto do lote vinham cinco frascos de cola instantânea, cinco caixas de massa epóxi e lâminas de serra, o kit que permite abrir vãos em paredes, móveis e equipamentos e depois lacrar o esconderijo, deixando o aparelho invisível a uma revista comum. É exatamente esse tipo de compartimento que uma varredura com cães e equipes táticas procura nos dias seguintes.

As duas ações nasceram do mesmo trabalho prévio de inteligência. Segundo a Polícia Penal, o monitoramento apontou informações sobre o possível ingresso irregular de materiais no estabelecimento, com apuração sobre uma pessoa vinculada a uma empresa prestadora de serviços que atua dentro do complexo. A partir dos elementos levantados, foram definidas as abordagens e a fiscalização.

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“A Polícia Penal está atenta. Nossa Inteligência trabalha permanentemente para identificar qualquer movimentação que tente burlar os nossos sistemas de segurança e fiscalização. As ações realizadas na quinta e nesta sexta-feira são resultado desse trabalho preventivo, que permite uma atuação rápida e eficiente”, afirmou a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.

O resultado desta sexta é numericamente menor que o da véspera, e a diferença explica o momento da operação. Na quinta, o alvo era uma carga completa barrada antes de ser distribuída. Nesta sexta, o que apareceu foram itens avulsos localizados durante a revista no ambiente prisional, um celular e dois acessórios que mantêm um aparelho em funcionamento atrás das grades.

O material apreendido será submetido aos procedimentos de identificação e análise. As circunstâncias do caso seguem em apuração e as informações serão encaminhadas às autoridades competentes.

O endereço não é aleatório. São Pedro de Alcântara concentra o maior complexo prisional catarinense e é conhecido no meio policial como a torre do PGC, onde cumprem pena nomes de peso da organização, fundada dentro do próprio município em 2003. É de dentro de presídios assim que saem ordens de tráfico, de cobrança e de ataque para as ruas do estado, e o celular é a ferramenta que torna isso possível.

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Por isso o aparelho vale tanto ali dentro. No mercado interno do sistema prisional, um celular é negociado por valores entre R$ 30 mil e R$ 60 mil, e o fumo circula como moeda de troca entre os presos. Foi essa conta que transformou a carga da quinta-feira em um prejuízo próximo de R$ 1 milhão à facção.

São Pedro de Alcântara também concentra o maior polo de trabalho prisional de Santa Catarina. Só na penitenciária do município, cerca de 500 presos ocupam postos em cinco empresas instaladas na unidade, que somam sete convênios com o Estado, o que significa fluxo diário de insumos, peças e embalagens atravessando o muro. A Polícia Penal informa que mantém atuação permanente de inteligência, fiscalização e controle para impedir a entrada de materiais ilícitos nas unidades prisionais.

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