“Achava que ia ganhar carinho”: polícia identifica homem que deu tapa em macaco-prego em parque de SC
Conforme a Polícia Civil, suspeito de 22 anos e jovem de 19 que teria gravado o vídeo responderão por maus-tratos a animal silvestre, crime previsto na Lei de Crimes Ambientais
Por Equipe Jornal Razão·11 ago 2026·6 min de leitura·Atualizado há 7 dias
Foto: Reprodução
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O tapa que derrubou um macaco-prego de uma ponte de madeira e revoltou as redes sociais agora tem responsáveis identificados. A Polícia Civil chegou nesta terça-feira (11) aos dois envolvidos no caso de agressão ao animal dentro do Parque Ecológico de Maracajá, no Sul de Santa Catarina: o suspeito de desferir o golpe, um homem de 22 anos, e a mulher de 19 anos que teria gravado as imagens.
Conforme a Polícia Civil, os dois serão investigados pelo crime de maus-tratos a animal silvestre, previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. A identificação ocorreu após a repercussão do vídeo e as diligências realizadas pelas autoridades para descobrir quem aparece na gravação e a origem do registro.
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Nas imagens, o homem atrai o macaco-prego oferecendo um galho de planta e, quando o animal se aproxima, desfere um tapa no rosto do primata, que despenca da ponte onde estava. Ao fundo, ouvem-se risos. O vídeo foi divulgado nas redes sociais por um biólogo no domingo (9) e viralizou, provocando revolta e denúncias às autoridades ambientais.
Segundo informações da Polícia Militar Ambiental ao portal ND Mais, o vídeo já circulava há mais de um mês e pode ter sido registrado há aproximadamente dois meses. A corporação também havia iniciado diligências para identificar o responsável.
Parque colaborou com a investigação
A administração do Parque Ecológico de Maracajá colaborou com a investigação e disponibilizou imagens das câmeras de segurança para auxiliar na identificação dos envolvidos, conforme o ND Mais. O diretor de Meio Ambiente do município, Jairo Pedro da Silva, afirmou que o espaço possui placas com orientações aos visitantes e que a fiscalização preventiva foi reforçada após o episódio.
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“Ele bateu em um animal silvestre e ainda dentro de uma área protegida”, disse.
Em nota de repúdio, a Administração Municipal de Maracajá informou que encaminhou imediatamente as imagens e informações disponíveis às autoridades policiais e aos órgãos ambientais e reafirmou o compromisso com a proteção animal e o cumprimento da legislação ambiental. O município também abriu canais pra quem tiver informações que ajudem na apuração: a Ouvidoria Geral, pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp institucional (48) 97602-8364, com garantia de sigilo da fonte.
Entenda o caso
O Parque Ecológico Municipal de Maracajá, às margens da BR-101, ocupa 112 hectares de Mata Atlântica e abriga cerca de 180 macacos-prego, principal atração do espaço, que funciona como unidade de conservação e polo de educação ambiental no Sul catarinense. Relembre como a agressão aconteceu e a repercussão do vídeo.
A investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias da agressão e a responsabilidade de cada um dos identificados.