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Agricultor de 64 anos cumpre promessa, leva milho às crianças nas escolas e vira o “Rei do Milho” em SC

Alvonir José Hemsing, de Santo Amaro da Imperatriz, dava aulinhas sobre o milho nas escolas e hoje recebe crianças na quitanda do sítio onde nasceu

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Agricultor de 64 anos cumpre promessa, leva milho às crianças nas escolas e vira o “Rei do Milho” em SC
Foto: Reprodução
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O agricultor Alvonir José Hemsing, de 64 anos, cumpriu uma promessa, passou a levar milho às crianças nas escolas de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, e virou o Rei do Milho. Ele resume a vida no campo em uma frase: “A gente não tem seguro de nada. O seguro mesmo é as mão.”

O apelido carinhoso veio da população, principalmente das crianças. Seu Alvonir passou a vida apanhando milho e rodando pelas estradas de tobata, trator e caminhonete para levar a produção até a pamonharia.

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O nome pegou de vez por causa da promessa. Seu Alvonir levava o milho às escolas de tobata, de carro ou de moto e, depois, pediu ao diretor para dar uma aulinha: de onde vem o milho, como se planta e como se faz a pamonha e o milho cozido. Ele conta que dava as aulas “com prazer, com coração” e que aquilo virou “uma das minhas luzes”.

No sítio onde nasceu, ele montou a Quitanda Rei do Milho, no Sítio Figueira. O lugar tem uma trilha ecológica e recebe crianças, que voltam com os pais para comer pamonha e milho cozido. “Não pensava que ia ser tão grandioso”, diz. A esposa trabalha fora, e os três filhos ajudam aos domingos e feriados. “Se antes apoiava o pai, agora eles pegaram o pai no colo.”

Placa na figueira centenária que ganhou o nome Tia Nil, em homenagem à irmã de seu Alvonir

Aposentado na agricultura com um salário mínimo, ele conta que a quitanda está virando o ganha-pão. Seu Alvonir chama a vida no campo de “uma luta diária prazerosa”, mas diz que o agricultor “devia ser uma honraria”. “Uma semente de tomate é mais caro que a grama do ouro”, compara.

No sítio também fica a figueira centenária que ganhou o nome da irmã dele, que morreu no ano passado: Tia Nil. Quando era pequena, a árvore ficou abafada pelo mato, abraçada a um coqueiro, praticamente morta. O pai de seu Alvonir cortou o mato em volta, derrubou o coqueiro e juntou palha perto da raiz para ela pegar força. “Essa obra aqui não é nossa, é de Deus. E hoje tá o nome dela”, diz.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/geral/rei-do-milho-agricultor-promessa-criancas-escolas-santo-amaro-da-imperatriz

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