A meteorologia emite um alerta fundamental para os moradores de Santa Catarina, com atenção redobrada para quem vive próximo a rios e córregos nas áreas baixas do Vale do Itajaí. O avanço de uma forte linha de instabilidade e o acúmulo de água nas bacias hidrográficas acendem o sinal de prevenção na região.
Segundo o meteorologista Ronaldo Coutinho, o volume de chuva atinge o Vale de forma expressiva, exigindo monitoramento constante dos níveis fluviais em municípios como Rio do Sul e cidades vizinhas. Até às 19h30, o nível do Rio Itajaí-Açu, em Rio do Sul, já atingia a marca de 5,56 metros, aproximação que exige ainda mais cautela, já que a cota de alerta estipulada pela Defesa Civil do município fica entre 6,5 e 7,5 metros.
“A chuva tá pegando todo o Vale e tem muita chuva que vai vir. O deslocamento do sistema pode dar problemas com o rio saindo da calha em Rio do Sul e outras cidades vizinhas. O Rio Itajaí tá muito alto, já passou de 5 metros e vai subir bastante, na faixa de 15 a 20 centímetros por hora.”
Alerta para cotas baixas e risco de temporais
Diante desse cenário, a orientação principal é para que os moradores localizados em cotas abaixo de 8 metros fiquem extremamente atentos durante a madrugada e no início da manhã de terça-feira, 1º de setembro, período em que o rio pode sair da calha e causar transtornos em áreas habitadas. Além do risco de enchentes, a instabilidade traz a possibilidade de temporais isolados com vento forte e queda de granizo.

Apesar da gravidade do quadro imediato no Vale do Itajaí e em pontos do Paraná, a chuva deve perder força no decorrer da tarde de terça-feira, abrindo espaço para uma mudança brusca no tempo. Coutinho aponta que a quarta e a quinta-feira terão tempo bom, contudo, a chegada de uma massa de ar frio trará declínio acentuado nas temperaturas no fim de semana.
“Na terça-feira, a partir da tarde, acalma. Frio com tempo bom na quarta e quinta-feira, alguma chuvinha rápida na sexta e um frio muito forte no fim de semana, que pode afetar a fruticultura. Esse começo de setembro não tá fácil para o agricultor e para o pessoal da cidade.”














