Uma escola de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, precisou acionar a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) após uma cobra-coral-verdadeira ser encontrada no local. O biólogo Christian Raboch Lempek realizou a captura segura da serpente.
Segundo o profissional, o animal era considerado grande para a espécie, mas o comprimento não foi informado. Algumas corais podem atingir até 1,6 metro. O nome da unidade escolar, a data e o horário do resgate não foram divulgados.
Pessoas que estavam na escola solicitaram o atendimento. O relato não menciona pessoas picadas ou feridas e não informa o destino da serpente após a captura.
Do gênero Micrurus, a coral-verdadeira possui peçonha de alta toxicidade, com ação sobre o sistema nervoso. Segundo o Instituto Butantan, o envenenamento pode provocar dormência no local da picada, visão turva, dificuldade na fala e paralisia muscular, com comprometimento da respiração.
A potência da peçonha, porém, não significa maior frequência de acidentes. A coral-verdadeira costuma permanecer escondida e tem comportamento pouco agressivo. Seus abrigos habituais incluem vegetação rasteira, buracos no solo e espaços sob pedras.
A coloração geralmente apresenta anéis pretos, vermelhos e brancos. Algumas espécies amazônicas também possuem anéis amarelados, conforme o Butantan. As cores funcionam como um sinal de perigo para predadores, mecanismo conhecido como coloração de advertência ou aposematismo. Sua alimentação inclui animais alongados, como lagartos sem patas, cecílias e outras serpentes.
Com informações de NSC TOTAL
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