Quinze políticos que fizeram ataques públicos ao ex-presidente Jair Bolsonaro nos últimos anos saíram das urnas deste domingo (4) sem mandato para 2027. Treze deles disputaram o Senado e não se elegeram, um perdeu a eleição para governador e outro ficou como suplente de deputado federal, segundo o resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 100% das seções apuradas.
O Jornal Razão reuniu em vídeo o que cada um disse sobre Bolsonaro em debates, discursos e entrevistas entre 2017 e 2026.
Em São Paulo, Fernando Haddad perdeu a disputa pelo governo no primeiro turno: teve 36,42% dos votos, contra 62,65% de Tarcísio de Freitas. Em 2018, quando disputou a Presidência contra Bolsonaro, Haddad disse que o adversário era “um chefe de milícia”.
Também em São Paulo, Simone Tebet (19,23%) e Marina Silva (18,12%) ficaram em terceiro e quarto na corrida ao Senado, atrás de Guilherme Derrite e André do Prado. No debate da Band de 2022, Tebet afirmou que Bolsonaro, como deputado, “defendeu um assassino de mulheres” e “um torturador de mulheres”. Marina disse, depois da eleição daquele ano, que ele ficaria “no lugar que construiu para estar na história, no esquecimento”.
No Paraná, Gleisi Hoffmann terminou em quarto, com 13,35%. Em vídeo de 2023, ela falou em “genocídio” na pandemia e em “amigos milicianos, criminosos e terroristas” do ex-presidente. No Rio Grande do Sul, Manuela d’Ávila (17,07%) e Paulo Pimenta (16,31%) ficaram em terceiro e quarto. Pimenta chamou a família Bolsonaro de “clã de bandidos que tomou de assalto o Palácio do Planalto”, e Manuela falou em “governo genocida”.
No Distrito Federal, as duas vagas ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Leila do Vôlei teve 21,25% e Érika Kokay, 18,91%. Em ato de 2021, Kokay disse: “Senhor Jair Bolsonaro, nós vamos te colocar na cadeia, porque é na cadeia que tem que estar os genocidas”.
O relator e o vice-presidente da CPI da Covid também ficaram de fora. Em Alagoas, Renan Calheiros, que chamou Bolsonaro de “serial killer”, foi o terceiro, com 22,24%. No Amapá, Randolfe Rodrigues, que o chamou de “genocida” e “assassino”, teve 18,55% e também ficou em terceiro.
No Rio de Janeiro, Benedita da Silva teve 20,22% e ficou em terceiro. Em Mato Grosso do Sul, a senadora Soraya Thronicke tentava a reeleição e terminou em quarto, com 13,07%. Em Pernambuco, Túlio Gadêlha foi o sexto, com 7,22%.
No Piauí, o senador Ciro Nogueira não se reelegeu: ficou em terceiro, com 24,68%. Em 2017, ele disse que tinha “muita resistência” a Bolsonaro “porque é um fascista”. Depois, foi ministro da Casa Civil do governo dele.
No Rio de Janeiro, o deputado federal Otoni de Paula, ex-aliado que rompeu com o ex-presidente, teve 19.364 votos e ficou como suplente.
A apuração completa pode ser acompanhada em jornalrazao.com/eleicoes.
© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/adversarios-de-bolsonaro-ficam-sem-mandato-eleicoes-2026























