Logo Jornal Razão
Publicidade

Alexandre de Moraes barra ação de SC que garantia “homeschooling”

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, em decisão monocrática, negou o Agravo em Recurso Extraordinário impetrado pelo governo do Estado contra o acórdão proferido pelo TJSC (Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina) que suspendeu lei estadual que autorizava o ensino domiciliar, o homeschooling.

Alexandre de Moraes barra ação de SC que garantia “homeschooling”
Foto: Reprodução
Publicidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou a decisão anterior do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) que suspendeu a legislação estadual autorizando o ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. A decisão monocrática rejeitou um Agravo em Recurso Extraordinário apresentado pelo governo do Estado.

Em dezembro de 2021, o TJSC considerou procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público de Santa Catarina. A decisão se fundamentou na visão de que somente a União tem a competência legislativa para tratar de diretrizes e bases da educação. A Lei Complementar estadual 775, sancionada em novembro do mesmo ano pelo então governador Carlos Moisés, também foi acusada de invadir a esfera de competência do Poder Executivo municipal.

Publicidade

Na sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes concordou com o acórdão do TJSC, destacando que a questão do ensino domiciliar deve ser regulada por lei federal, não por legislações estaduais ou municipais. “O ensino domiciliar não é um direito público subjetivo do aluno ou de sua família, mas sua instituição não é constitucionalmente proibida, desde que seja regulada por lei federal”, declarou Moraes.

A Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE) argumentou que o ensino domiciliar não constitui uma nova diretriz ou base educacional, mas apenas uma forma alternativa de cumprir o direito à educação. Segundo a PGE, a única diferença entre o ensino domiciliar e o ensino regular seria o local onde o ensino é ministrado.

Em comunicado, a PGE ressaltou que continuará atuando em favor da autonomia legislativa do Estado de Santa Catarina, visando assegurar que ele possa atuar de acordo com as liberdades estabelecidas pela Constituição Federal.

Receba as notícias no WhatsAppEntrar
Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham