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Bruno Souza leva placa de Lula presidiário à Esquina Democrática e confusão com petistas mobiliza a Guarda

Candidato a deputado estadual pelo PL diz que foi atacado e roubado no Centro de Florianópolis; militantes afirmam que ele agrediu verbalmente integrantes do PT e que a placa é propaganda proibida

Bruno Souza leva placa de Lula presidiário à Esquina Democrática e confusão com petistas mobiliza a Guarda
Foto: Reprodução
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O candidato a deputado estadual Bruno Souza (PL) e militantes do PT se envolveram em uma confusão na tarde desta quinta-feira (1º), na Esquina Democrática, no Centro de Florianópolis. O bate-boca começou por causa de uma placa em tamanho real que mostra o presidente Lula com roupa de presidiário, levada pelo candidato ao ponto onde petistas distribuíam adesivos e panfletos. Houve empurra-empurra, a placa foi levada do local e a Guarda Municipal precisou separar os dois grupos.

Bruno Souza vestia uma camiseta verde com a inscrição “Anti Lula” e carregava a placa, que traz o número 13 no uniforme listrado. A poucos metros dali, apoiadores do PT seguravam bandeiras da campanha de Lula e de candidatos do partido em Santa Catarina. Faltam três dias para o primeiro turno, marcado para domingo (4).

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As imagens mostram um homem de camiseta branca, com adesivos de Lula e de candidatos do PT e do PSOL no peito, discutindo de perto com o candidato. “Tu és um cara vazio”, repete ele. “Nem o Topázio te suporta. Nem a direita nem a esquerda te suporta”, diz, em referência ao prefeito Topázio Neto, de quem Bruno Souza foi secretário de Assistência Social. O candidato responde no mesmo tom: “Perdeu tudo”, “irrelevante”, “cagão”.

A discussão dura mais de um minuto, com os dois a centímetros um do outro. O homem chama o candidato de “covarde” três vezes. “Quer me beijar? Vem cá”, provoca Bruno Souza.

Momento em que o empurra-empurra começa e a placa cai no calçadão

Na sequência, o homem de branco se vira na direção da placa. Bruno Souza o segura pela camiseta, e um homem de moletom preto, que acompanhava o candidato, agarra o apoiador do PT pelo tronco e o afasta. A placa cai no calçamento. Outras pessoas entram no meio para separar, e o grupo de militantes passa a gritar contra o candidato.

Agentes da Guarda Municipal de Florianópolis chegam e se colocam entre os dois lados. Em um dos trechos, um guarda aparece com o spray de pimenta na mão, apontado para o grupo. As imagens não mostram o uso do equipamento.

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No meio do tumulto, a placa some. “Roubaram a placa”, diz o candidato, que sai correndo pelo calçadão até as imediações do Mercado Público. Lá, ele encontra a placa e discute com um homem que estava no local. “Tá maluco, rapaz? Roubando as coisas? Tu acha bonito isso?”, diz, antes de pegar o objeto de volta.

Bruno Souza retorna à Esquina Democrática com a placa e a discussão recomeça. “Tá proibido pelo TSE, cara. Tem que tirar”, diz um militante. “Vou ficar”, responde o candidato, que chama o homem de “seu bosta” e “seu merda”. “Vocês são criminosos”, rebate o militante. Depois de alguns minutos, cercado por guardas e apoiadores, o candidato diz “por hoje deu” e deixa o local.

Nas redes sociais, Bruno Souza afirmou que foi “atacado e roubado por petistas”. “Fui ao centro de Florianópolis panfletar, no mesmo ponto de sempre. Os petistas não gostaram. Quando se juntaram em bando numeroso, a provocação virou ataque”, escreveu. Segundo ele, tentaram roubar a placa, que ele recuperou “com as próprias mãos”.

A versão dos militantes é outra. Segundo o Portal Desacato, em publicação desta quinta-feira (1º), relatos de militantes apontam que o candidato levou a placa ao local e “agrediu verbalmente integrantes do PT que distribuíam adesivos e panfletos”. Ainda segundo o Portal Desacato, a prática pode configurar crime eleitoral, caso seja caracterizada como propaganda irregular, e deve ser analisada pela Justiça Eleitoral.

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Bruno Souza tem 42 anos, é natural de Florianópolis e já foi vereador da Capital e deputado estadual. Não é o primeiro confronto dele com militantes de esquerda: em 2019, quando era deputado, ele registrou boletim de ocorrência depois de uma confusão com um grupo que pedia a liberdade de Lula no campus da UFSC, e, em setembro, já em campanha, se envolveu em um confronto com militantes na Udesc.

Até a publicação desta reportagem, o Jornal Razão não localizou manifestação pública da Guarda Municipal, do PT ou da Justiça Eleitoral sobre o caso. Não há informação sobre feridos nem sobre registro de ocorrência. O espaço segue aberto.

Fonte: publicação do Portal Desacato.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/bruno-souza-placa-lula-presidiario-confusao-petistas-florianopolis

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