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“Nem por isso se proibiu cigarro e bebida”: no STF, Flamengo diz que fim das bets ameaça 1,2 mil empregos

Vice-presidente do clube, Flávio Willeman, diz que a medida provisória pode tirar R$ 430 milhões por ano do Flamengo e compara as apostas ao cigarro e à bebida

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Flávio Willeman, vice-presidente geral do Flamengo, na audiência pública do STF sobre as bets (Foto: Reprodução/TV Justiça): “Nem por isso se proibiu cigarro e bebida”: no STF, Flamengo diz que fim das bets ameaça 1,2 mil empregos
Flávio Willeman, vice-presidente geral do Flamengo, na audiência pública do STF sobre as bets — Foto: Reprodução/TV Justiça
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O vice-presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, disse nesta terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal (STF), que a proibição das apostas on-line ameaça mais de 1,2 mil empregados do clube. A fala abriu as exposições das entidades na audiência pública conduzida pelo ministro Luiz Fux sobre a medida provisória que proibiu as bets no Brasil.

Segundo Willeman, o Flamengo pode perder cerca de R$ 430 milhões por ano em receitas do futebol e dos esportes olímpicos. “O Flamengo possui mais de 1,2 mil empregados que poderão ser comprometidos com a queda de aproximadamente 430 milhões de reais de receitas anuais com o futebol e com esportes olímpicos”, afirmou o dirigente.

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Willeman lembrou que o Flamengo é o segundo clube multiesportivo que mais fornece atletas olímpicos no mundo, atrás apenas de um clube da Rússia. “Certamente, à beira dos Jogos Olímpicos que se avizinham, isso será severamente impactado”, disse.

Vídeo: Reprodução/TV Justiça

O dirigente afirmou que o clube fechou os contratos com as duas casas de apostas que estamparam a camisa com base na lei aprovada pelo Congresso e regulamentada pelo governo federal. Segundo ele, o Flamengo planejou as finanças dos próximos quatro ou cinco anos e assumiu obrigações com atletas e funcionários contando com esse dinheiro. “Quem pagará essas obrigações financeiras contraídas por esses clubes, na expectativa de que a legislação que regia a época da vigência dos contratos seria mantida?”, questionou.

Flávio Willeman fala na audiência pública do STF sobre a medida provisória das bets (Foto: Reprodução/TV Justiça)

Willeman pediu respeito à segurança jurídica e disse que contratos não podem ser rompidos “do dia pra noite” por uma medida provisória. O vice-presidente também afirmou que mais de 90% dos países regulam as apostas e que a final da Champions League é patrocinada por empresas do setor.

Para o dirigente, a medida provisória não impede o crescimento das apostas ilegais. Willeman lembrou que as apostas só perdem para o cigarro e a bebida entre as atividades que mais causam vício. “E nem por isso se proibiu cigarro e bebida. O governo agiu de forma competente e regulou essas outras atividades econômicas”, afirmou.

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No fim da fala, o Flamengo defendeu que a medida provisória é inconstitucional, por falta de relevância e urgência e por ferir o princípio da razoabilidade. Logo depois, o representante do Fluminense, Matheus Reis de Montenegro, disse que R$ 1 bilhão dos R$ 3 bilhões de receita comercial dos clubes da Série A em 2025 veio das bets.

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© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/esporte/flamengo-stf-bets-cigarro-bebida-empregos

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