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Moraes deu peso a anotações contra Ramagem e agora questiona bloco de notas que PF liga a ele no caso Master

Comparação entre manifestações do ministro voltou a circular nas redes após Moraes contestar a ligação feita pela PF entre registros encontrados no celular de Daniel Vorcaro e mensagens atribuídas a ele.

Moraes deu peso a anotações contra Ramagem e agora questiona bloco de notas que PF liga a ele no caso Master
Foto: Reprodução
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Uma comparação entre duas manifestações de Alexandre de Moraes ganhou repercussão nas redes sociais. De um lado, está o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de Alexandre Ramagem, em setembro de 2025. Do outro, a reação recente de Moraes aos registros encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Em 9 de setembro de 2025, durante o julgamento do chamado núcleo 1 da trama golpista, Moraes rebateu a defesa de Ramagem, que sustentava que documentos e anotações encontrados com o ex-diretor da Abin tinham caráter pessoal.

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Na ocasião, o ministro ironizou a explicação e afirmou que Ramagem queria fazer acreditar que os registros seriam uma espécie de diário particular. Moraes sustentou que não era razoável tratar todo aquele material como simples anotações pessoais e relacionou parte dos registros a mensagens direcionadas ao então presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação voltou a ser lembrada após Moraes adotar uma argumentação diferente ao analisar o material extraído do celular de Daniel Vorcaro no caso Banco Master.

Em 15 de setembro de 2026, Moraes questionou a interpretação da Polícia Federal sobre textos encontrados no bloco de notas do iPhone de Vorcaro. O ministro afirmou que a existência de uma anotação não comprova, por si só, que aquele conteúdo tenha sido transformado em mensagem e enviado a determinado destinatário.

“Extração de bloco de notas é uma coisa, mensagem é outra”, afirmou Moraes durante a sessão do STF. Segundo ele, parte das anotações foi relacionada a supostas mensagens a partir de uma inferência feita com base nos registros do aparelho.

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A Polícia Federal apresenta outra leitura. O relatório da corporação reúne registros do celular de Vorcaro e associa parte do material a comunicações destinadas a um contato salvo no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Moraes contesta que esses elementos sejam suficientes para comprovar que todos os textos apontados pela investigação tenham sido efetivamente enviados a ele.

Foi justamente esse contraste que passou a circular nas redes: em 2025, Moraes rejeitou a tentativa de classificar as anotações de Ramagem apenas como registros particulares e atribuiu importância ao material dentro do conjunto de provas; agora, no caso Master, sustenta que textos registrados em um bloco de notas não podem ser automaticamente tratados como mensagens enviadas.

Os dois episódios, porém, não têm conjuntos probatórios idênticos. No caso Ramagem, as anotações foram analisadas juntamente com outros elementos apresentados no processo. Já no caso Vorcaro, a controvérsia está justamente na capacidade dos vestígios digitais apontados pela PF de demonstrar que determinados textos saíram do bloco de notas e chegaram a um interlocutor específico.

A comparação, portanto, evidencia uma diferença entre os argumentos apresentados por Moraes nos dois episódios, enquanto permanece em discussão a extensão e o valor probatório dos registros reunidos pela Polícia Federal no caso Master.

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