Horas depois de ser preso em flagrante neste domingo (8), em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, o vereador Cledson Rodrigues (PSD), natural de Florianópolis, gravou um vídeo ao lado da esposa e negou ter cometido violência doméstica. Segundo a PMSC, ele foi preso por lesão corporal contra a companheira e por agredir dois policiais militares com socos.
No vídeo, que circula nas redes sociais, o parlamentar diz que estão “se espalhando algumas matérias” sobre o caso. “Não existe isso. Não tem boletim de ocorrência. Teve sim uma situação, não com a esposa, entre eu e um policial”, afirma.
Cledson confirma que passou pela delegacia. “Fui conduzido até a delegacia, mas logo ali já fui liberado. Não houve essa situação. O motivo não foi essa a situação”, diz. Com a mulher sorrindo ao lado, ele completa: “Pode ter certeza, o sorriso aqui não é forçado não”. A gravação termina com a frase “a matéria é fake”.
O boletim registrado pela PMSC aponta lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha, lesão corporal contra policiais no exercício da função, resistência, desobediência, ameaça e desacato. De acordo com o relato dos policiais, tudo começou na conveniência de um posto de combustíveis da Avenida Severino Albino Corrêa, no bairro Fábio Silva, onde o vereador estava com a companheira.
Um dos policiais foi até a mesa do casal, e Cledson se recusou a sentar e a ficar no local. O cabo o empurrou para abrir distância, e o político respondeu com socos na boca e no rosto, segundo a PMSC. O segundo policial veio ajudar e também foi agredido. Mesmo contido no chão, ele seguiu com socos e chutes até ser algemado, com a ajuda de pessoas que estavam no posto. Já na viatura, ameaçou os policiais.
Depois que o vereador foi contido, a companheira contou aos policiais que tinha sido ferida no rosto e foi levada à delegacia para prestar depoimento. Segundo o repórter Lucas Marques, da Folha Regional, Cledson pagou fiança e foi liberado para responder em liberdade.
O PSD de Tubarão informou, em nota, que vai pedir à Executiva Estadual a suspensão imediata das atividades partidárias do vereador e a abertura de um processo disciplinar que pode terminar na expulsão. “O PSD reafirma que não admite, entre seus filiados, condutas incompatíveis com os princípios éticos do Partido e com o comportamento exigido de quem exerce mandato público”, diz o texto.
A Câmara de Vereadores de Tubarão informou que ainda não recebeu comunicação oficial sobre o caso e que vai buscar informações para avaliar as providências cabíveis, conforme a Lei Orgânica e o Regimento Interno.
Advogado e formado em Teologia, Cledson foi o primeiro suplente do PSD na eleição de 2024, com 1.132 votos. Ele ocupa a cadeira de Fabiano Modolon Corrêa, que se licenciou para assumir a Secretaria de Infraestrutura da prefeitura.
Fonte: Lucas Marques, na Folha Regional.
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