A presença feminina na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) passará de três para cinco deputadas após as eleições deste domingo (4). As eleitas ocuparão 12,5% das 40 cadeiras a partir de 2027, igualando o número registrado em 2018. Os outros 35 lugares, equivalentes a 87,5% da composição, serão ocupados por homens.
O resultado representa duas mulheres a mais em relação às eleições de 2022, quando a participação feminina ficou em 7,5% das vagas. A ampliação é de cinco pontos percentuais. Embora alcance o maior número de eleitas registrado no estado, a composição de 2026 repete uma marca anterior.
Além da ampliação no número de cadeiras, as mulheres conquistaram as duas maiores votações para a Assembleia. Ana Campagnolo liderou entre todos os candidatos, com 387.523 votos, seguida por Luciane Carminatti, que recebeu 124.590. Juliana Maciel somou 43.142 votos; Chica do Eskudlark, 39.929; e Anna Carolina, 25.647.
A participação feminina também cresceu entre as candidaturas. Segundo levantamento divulgado pela Alesc com dados da Justiça Eleitoral, 138 mulheres estavam entre os 404 concorrentes ao Legislativo estadual em 2026. Elas representavam 34,2% do total, ante 32,5% na disputa de 2022. A proporção de mulheres eleitas, de 12,5%, ficou abaixo da participação feminina entre os candidatos.
O histórico da Assembleia registra duas mulheres eleitas em 2002, três em 2006 e quatro tanto em 2010 quanto em 2014. Em 2018, foram cinco; na eleição seguinte, em 2022, o número caiu para três. A primeira mulher eleita deputada estadual em Santa Catarina foi Antonieta de Barros, em 1934.
Na composição geral definida neste domingo, 26 dos 33 deputados que tentaram a reeleição permanecerão na Casa. Outros 11 eleitos exercerão o primeiro mandato e três retornarão à Assembleia. Com isso, 14 das 40 cadeiras mudarão de ocupante, uma renovação de 35%.
O PL terá a maior bancada, com 16 deputados, seguido pelo PT, com cinco, e pelo MDB, com quatro. PSD e Republicanos terão três representantes cada. Podemos, União Brasil e PP ficarão com duas cadeiras por partido, enquanto PDT, Novo e PSOL terão uma cada.
Os parlamentares tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 para mandatos de quatro anos, na 21ª Legislatura. Entre as atribuições estão apresentar e votar leis estaduais, analisar o orçamento e fiscalizar as ações do governo de Santa Catarina.
MULHERES MARCAM PRESENÇA
O aumento da representação feminina não ficou restrito à Alesc. Na Câmara dos Deputados, Santa Catarina passou de cinco mulheres eleitas em 2022 para seis em 2026, que ocuparão 37,5% das 16 cadeiras do estado. Foram eleitas Júlia Zanatta (PL), Ana Paula Lima (PT), Daniela Reinehr (PL), Giovana Mondardo (PCdoB), Paulinha (Podemos) e Geovania de Sá (Republicanos). Zanatta e Ana Paula também lideraram a votação para deputado federal, com 560.223 e 201.377 votos, respectivamente.
SC elege mais mulheres: bancada feminina cresce na Câmara e na Alesc
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