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Eleições 2026

Acordão de Lula e Alcolumbre pode pôr Pacheco no STF antes da posse e tirar uma vaga de Flávio Bolsonaro

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto e do Senado, a indicação do ex-presidente do Senado passou a fazer parte da reaproximação entre Lula e Davi Alcolumbre, que ganhou força com a aprovação do fim da escala 6×1.

Acordão de Lula e Alcolumbre pode pôr Pacheco no STF antes da posse e tirar uma vaga de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução
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O nome de Rodrigo Pacheco voltou a ser o mais cotado para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com fontes do Congresso Nacional, a indicação do ex-presidente do Senado entrou num novo acordo político entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a 10 dias do segundo turno da eleição presidencial.

Segundo interlocutores do Planalto e do Senado, a aliança tem duas prioridades: reeleger Lula e derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no dia 25 de outubro. Até a publicação desta reportagem, nem o Palácio do Planalto nem a presidência do Senado tinham se manifestado oficialmente sobre a indicação.

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A reaproximação ficou clara na quarta-feira (14), quando o Senado aprovou a PEC que acaba com a escala 6×1. O placar foi de 75 votos a 1 nos dois turnos, e o único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, e agora vai à promulgação. O governo trata a proposta como uma de suas principais bandeiras na campanha, e Alcolumbre comandou a votação no plenário.

Fontes do Congresso afirmam que o presidente do Senado também trabalha para acelerar a PEC da Segurança Pública, outra prioridade do governo num tema que está no centro do debate eleitoral.

A cadeira está vazia desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso antecipou a aposentadoria. Alcolumbre defendia o nome de Pacheco desde o início, mas Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias. A escolha abriu uma crise entre os dois. Em abril deste ano, o Senado rejeitou Messias por 42 votos a 34. Era a primeira rejeição de um indicado ao Supremo em 132 anos. Depois disso, Pacheco descartou publicamente a vaga e foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com interlocutores envolvidos na negociação, o arranjo agora vale para qualquer resultado da eleição. Lula fica no cargo até 31 de dezembro mesmo se perder e pode fazer a indicação antes de deixar o Planalto. Nos bastidores, a ideia é apresentada como uma forma de “salvar” a vaga, para que ela não fique com o próximo presidente. Aliados de Pacheco avaliam que a bancada bolsonarista, com cerca de 30 senadores, não teria votos para barrar o nome dele.

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Se Lula for reeleito, o próximo mandato pode ter até quatro indicações ao STF: a vaga de Barroso e as aposentadorias obrigatórias de Luiz Fux (abril de 2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (dezembro de 2030). Segundo fontes do Congresso, o desenho em discussão daria a vaga atual a Pacheco e a seguinte a Messias, e as outras duas iriam para mulheres.

A indicação ainda não foi formalizada. Para virar ministro do Supremo, o nome escolhido precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e receber pelo menos 41 dos 81 votos no plenário do Senado. O próximo presidente toma posse em 1º de janeiro de 2027.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/pacheco-stf-acordao-lula-alcolumbre-flavio

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