A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira (28) Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, chefe de gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). Ele foi preso em uma operação contra um grupo suspeito de exploração sexual de adolescentes no estado.
A prisão foi revelada pela coluna Andreza Matais, do Metrópoles. Segundo a coluna, a operação cumpriu oito mandados de prisão, e um policial militar também foi preso. O registro de pessoal da Câmara dos Deputados mostra Carlos Alberto como secretário parlamentar no gabinete de Talíria desde fevereiro de 2019, com o último período encerrado em 27 de outubro.
Em nota publicada nas redes sociais na tarde de quarta, Talíria disse que foi surpreendida pela operação e que determinou a exoneração do assessor citado no processo, “enquanto aguardamos a elucidação dos fatos”. A deputada manifestou solidariedade à vítima e à família e pediu que as investigações sejam conduzidas com “transparência, rigor e independência”.
Segundo o Metrópoles, a investigação começou em julho, depois da prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador Professor Túlio (PSOL), de Niterói. Ele é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos. Vídeos encontrados no celular da adolescente permitiram à polícia chegar ao grupo.
Depois da prisão, voltou a circular nas redes sociais o vídeo em que Talíria critica a castração química de condenados por pedofilia, no plenário da Câmara. A fala é de 12 de dezembro de 2024, na votação do projeto que cria o cadastro nacional de pedófilos. Naquele dia, os deputados aprovaram uma emenda que incluiu a castração química no texto, por 267 votos a 85.
No microfone, a deputada chamou a proposta de farsa. “Eu sou mãe de uma menina de quatro anos e meio. E ele pergunta: o que eu faria com o estuprador? Até matar, eu. Mas isso não é política pública”, disse. Ela defendeu educação sexual nas escolas, campanhas de prevenção e prisão para os agressores, e afirmou que a castração não impede a violência sexual, porque o crime tem relação com o poder. Talíria acusou os defensores da emenda de “populismo penal”.
O caso continua em investigação pela Polícia Civil do Rio. O Jornal Razão não localizou manifestação da defesa dele nem do PSOL até a publicação desta matéria.
© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/policia-prende-assessor-taliria-psol-exploracao-sexual




















