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“Depósito de pessoas”: vereador do PL é rebatido após propor escola só para estudantes atípicos em SC

Na sessão da Câmara de Barra Velha, Rubinho (PL) defendeu a Indicação 141/2026, e Nelson Feder Júnior (Podemos) disse em aparte que a proposta segrega pessoas com deficiência.

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“Depósito de pessoas”: vereador do PL é rebatido após propor escola só para estudantes atípicos em SC
Foto: Reprodução
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O vereador Rubens Eduvirges Francisco, o Rubinho (PL), propôs que a Prefeitura de Barra Velha estude a construção de uma escola só para estudantes atípicos e foi rebatido pelo vereador Nelson Feder Júnior (Podemos) na sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta terça-feira (27). Em aparte, Nelson Feder disse que falas como a dele “chegam até ser criminosas” e que “não podemos criar depósito de pessoas”.

A proposta está na Indicação 141/2026, lida no expediente da sessão. O texto pede ao prefeito Daniel Pontes da Cunha estudos de viabilidade para a construção de uma unidade escolar voltada ao atendimento de alunos atípicos, com estrutura física adequada, professores especializados e equipe técnica multidisciplinar.

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Na tribuna, Rubinho disse que a ideia partiu de professoras da rede municipal, que relataram crianças “que machucam, que brigam” nas escolas. O vereador reconheceu que, pela lei, existe a inclusão, mas defendeu uma escola municipal com profissionais capacitados, citando como exemplo o trabalho da AMA Barra Velha. “A senhora já pensou ter uma escola específica pras pessoas atípicas?”, perguntou a uma pessoa presente na sessão.

Logo depois, Nelson Feder pediu aparte. Ele lembrou que o Brasil tem uma lei de inclusão e disse que “não podemos segregar as pessoas”. Para ele, a indicação “vai contra tudo o que as famílias atípicas pensam”, que é “a inclusão de verdade”. Nelson admitiu que é difícil manter em sala uma criança com nível dois ou três de suporte, mas afirmou que o que falta hoje é capacitação. “Fazer uma escola separada pra esses alunos, onde é que vai a inclusão nisso?”, questionou. Ele ainda sugeriu que as professoras “procurem estudar um pouco mais” antes desse tipo de pedido.

Vereadores no plenário durante a sessão de terça-feira (27). Foto: Reprodução/Câmara de Vereadores de Barra Velha

Rubinho respondeu que se trata apenas de uma indicação, feita “do jeito que foi pedido” pelas professoras, e que o próprio presidente já tinha avisado que a ideia “não pode, é por lei”.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante às pessoas com deficiência um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, e a Lei 12.764/2012 considera a pessoa com transtorno do espectro autista pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. A indicação é uma sugestão ao Executivo e não obriga a prefeitura a fazer o estudo.

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Na mesma sessão, o presidente interino da Câmara, Basílio Silva (Podemos), contou que fundou a AMA Barra Velha porque tem um filho autista e que a associação atende hoje 350 famílias. Ele pediu ao governador Jorginho Mello atenção às associações do tipo no estado, depois do fechamento da AMA de Canoinhas por falta de recursos.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/vereador-escola-estudantes-atipicos-barra-velha

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