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Fez tatuagem ou teve câncer? Descubra se você já pode doar sangue com as novas regras em SC

Mudança nacional reduz de 1 ano para apenas 7 dias a espera de quem fez tatuagem ou piercing em locais regularizados. Fotos: Arquivo Secom / Ilustração IA

Fez tatuagem ou teve câncer? Descubra se você já pode doar sangue com as novas regras em SC
Foto: Reprodução
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Se você deixou de doar sangue no último ano por ter feito uma tatuagem, um exame invasivo ou até por um histórico antigo de saúde, as portas dos hemocentros acabam de se abrir para você. O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) já colocou em prática os novos critérios de triagem que prometem movimentar os estoques de sangue em todo o estado.

A mudança segue uma diretriz do Ministério da Saúde que moderniza as regras em todo o país e promete colocar fim a prazos de espera longos e ultrapassados.

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Liberdade para tatuados

A grande virada de chave está na ciência. Com base nas evidências médicas mais recentes, o tempo de inaptidão caiu drasticamente para diversos perfis de doadores, mantendo a mesma segurança de sempre para quem recebe a transfusão.

Para quem fez tatuagem, micropigmentação ou colocou piercing, a espera que antes chegava a 1 ano agora despenca para apenas 7 dias, desde que o procedimento tenha sido feito em estúdio com alvará sanitário em dia. Se o local não tiver a licença regularizada, o prazo fica fixado em 4 meses, mesmo tempo exigido após a retirada de piercings orais ou genitais.

A flexibilização também alcançou exames e relacionamentos. Quem passou por procedimento de endoscopia ou colonoscopia agora aguarda somente 4 meses para doar, ante os 6 meses exigidos anteriormente.

O mesmo prazo de 4 meses vale agora para quem teve contato sexual casual recente, cortando pela metade a exigência de 12 meses do protocolo antigo. Além disso, pessoas com rinite não precisam mais esperar uma semana sem sintomas: sumiu o espirro, já pode doar.

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Avanço histórico para quem superou doenças

Mas o grande marco histórico desta atualização está no acolhimento de quem superou doenças graves ou passou por grandes cirurgias. Pessoas que venceram o câncer, antes impedidas definitivamente de doar, agora estão liberadas após 5 anos do fim do tratamento, desde que comprovada a cura ou remissão (a exceção fica apenas para cânceres do sistema sanguíneo, como linfomas e mielomas).

Portadores de hipertireoidismo (sem Doença de Graves) e Tireoidite de Hashimoto agora também são aceitos. Já para quem fez cirurgia bariátrica, a espera caiu de 12 para 6 meses com peso estável, e para quem teve tuberculose, o prazo recuou de 5 para 2 anos.

Todas essas novidades já estão valendo em todos os postos do Hemosc. Antes de puxar a manga para doar, o candidato continua passando pela tradicional entrevista clínica individual, garantindo que o gesto de solidariedade seja seguro do começo ao fim.

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