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“Meu maior legado”, diz Nilza Simas ao comemorar ativação de 10 leitos de UTI no Hospital de Itapema

Os 10 leitos de UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antônio entraram em operação com custeio do Governo do Estado. A estrutura foi construída e entregue em 2024, no segundo mandato de Nilza Simas como prefeita de Itapema.

UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antonio, em Itapema, e a ex-prefeita Nilza Simas
Foto: Reprodução
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Itapema ligou nesta terça-feira (1º) os 10 leitos de UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antônio. A estrutura estava construída desde 2024, quando o novo hospital foi entregue à cidade, mas os leitos seguiam fechados à espera da habilitação e do custeio do Governo do Estado. Dois anos depois de o prédio abrir as portas, o espaço vazio virou atendimento.

O hospital é a maior bandeira de Nilza Simas, prefeita de Itapema quando a obra foi concluída. “Meu maior legado”, comemorou ela após a abertura dos leitos. “Deixei o espaço físico da UTI pronto e estruturado, muitos diziam e torciam para que não saísse do papel, mas hoje está aí. Sem dúvidas, fará a diferença na vida de muita gente”, afirmou.

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Enfermeira de formação, Nilza cumpriu dois mandatos à frente da prefeitura e, depois de deixar o cargo, atuou na Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Hoje é candidata a deputada estadual, com a saúde como eixo central da campanha.

Corredor da UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antônio, em Itapema
Corredor da UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antônio, em Itapema, com os leitos individualizados

Chegar até aqui levou anos. A obra do novo hospital foi paralisada em 2020 e só voltou a andar em abril de 2022, depois de um novo processo licitatório, necessário porque o Estado enfrentou divergências com a empresa que havia vencido a primeira licitação. O prazo inicial combinado entre Governo do Estado e prefeitura previa a conclusão para dezembro de 2023.

A entrega acabou saindo em 31 de agosto de 2024, com investimento de mais de R$ 27 milhões do Estado, em cerimônia com o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, e Nilza como prefeita. O material oficial da inauguração já descrevia a unidade com 100 leitos entre internação clínica, cirúrgica e alojamento conjunto pós-parto, além dos 10 leitos de UTI, com capacidade prevista para chegar a 130 leitos em plena operação. O hospital ocupa sete mil metros quadrados, sendo mais de quatro mil de área construída, no bairro Casa Branca.

Os atendimentos começaram no dia seguinte à inauguração. Os leitos de UTI, não. O espaço estava construído e equipado, mas permaneceu fechado à espera de duas coisas que não dependem de obra: a habilitação junto ao Estado e o recurso mensal de custeio, sem o qual nenhuma terapia intensiva se sustenta. É essa distinção que explica o intervalo entre o prédio pronto e o leito ligado, e a demora chegou a ser cobrada publicamente na tribuna da Assembleia Legislativa em setembro de 2025, quando parte da capacidade do hospital seguia ociosa.

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Equipamentos da UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antônio, em Itapema
Equipamentos da nova UTI adulto do Hospital Municipal Santo Antônio, em Itapema

Com a ativação, as vagas passam a integrar a rede estadual de saúde e recebem pacientes encaminhados pela Central de Regulação do Governo de Santa Catarina. Todos os leitos estão preparados para atender casos que exijam isolamento, e o custeio dos 10 leitos foi assumido pelo Estado.

Para o secretário municipal de Saúde de Itapema, Fabrício Lazzari, foi a habilitação que destravou o processo. “Trabalhamos muito para colocar esses leitos em operação. Com a habilitação junto ao Estado, conseguimos ativar a estrutura e garantir os recursos necessários para manter esse atendimento. É uma parceria que fortalece o Hospital Santo Antônio e amplia a capacidade de resposta do sistema de saúde”, destacou.

O ganho prático é o deslocamento que encurta. Antes da nova unidade, o Hospital Municipal Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, era o principal responsável pelo atendimento dos moradores de Itapema, Camboriú, Porto Belo e Bombinhas, e operava sob pressão constante. Agora, parte dos casos graves pode ser estabilizada dentro da própria cidade, sem a corrida de ambulância pela BR-101 atrás de vaga em outro município.

Há ainda um detalhe do prédio que costuma escapar das contas oficiais: no mesmo hospital funciona a maternidade, com Centro de Parto Normal equipado para partos humanizados. Maternidade e UTI adulto sob o mesmo teto mudam a resposta às emergências obstétricas, já que as principais causas de morte materna evitável, como hemorragia, eclâmpsia e sepse, são tratadas em terapia intensiva de adulto, e não em UTI neonatal.

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A partir de agora, as vagas de UTI do hospital ficam disponíveis para pacientes de diferentes municípios, conforme a necessidade definida pela regulação estadual. A unidade segue em ampliação gradual, com a meta de chegar aos 130 leitos previstos quando estiver em plena operação.

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