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Justiça nega indenização a mulher vítima do golpe do falso advogado em Joinville

Vítima transferiu dinheiro por Pix para uma conta de terceiro e não conseguiu recuperar o valor pelo MED.

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Justiça nega indenização a mulher vítima do golpe do falso advogado em Joinville
Foto: Reprodução
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Uma mulher que transferiu dinheiro a criminosos após acreditar que precisava pagar uma taxa para receber um crédito judicial não será ressarcida pelas instituições financeiras envolvidas. O 3º Juizado Especial Cível de Joinville, em Santa Catarina, negou os pedidos de devolução do valor e de indenização por danos morais.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), os golpistas usaram o nome e a imagem da advogada da vítima e enviaram um documento falso para dar credibilidade à abordagem. A mulher fez um Pix para uma conta em nome de um terceiro, mantida em uma das instituições citadas no processo.

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Depois de perceber que havia caído no golpe do “falso advogado”, ela acionou o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado em casos de suspeita de fraude envolvendo Pix. A tentativa não teve resultado porque, segundo o sistema, não havia saldo disponível na conta que recebeu a transferência.

Na ação, a mulher alegou falha na prestação dos serviços e pediu que as duas instituições fossem responsabilizadas pelo prejuízo material e pelos danos morais. As empresas afirmaram que a operação foi autorizada pela própria cliente, com o uso de seus dispositivos e credenciais.

Uma das instituições informou que o sistema antifraude apontou risco antes da transferência, mas que a cliente confirmou que queria prosseguir. A outra declarou ter cumprido os procedimentos exigidos para abrir a conta que recebeu o dinheiro e ter participado da tentativa de recuperação do valor.

Ao analisar o caso, a Justiça reconheceu que a fraude foi cometida por terceiros, mas não encontrou provas de invasão da conta da vítima, falha nos sistemas das instituições ou descumprimento de procedimentos de segurança. A decisão também não identificou omissão ou demora injustificada na tentativa de recuperar o dinheiro.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/justica-nega-indenizacao-a-mulher-vitima-do-golpe-do-falso-advogado-em-joinville

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